10 Novembro 2011

DESPROMOÇÃO DA CULTURA E DA NATUREZA


Foi noticiado recentemente que o Plano de Promoção para o Algarve apostava no sol, mar, golfe, turismo residencial e de negócios.
Negócios não me admira, as negociatas são o pão nosso de cada dia e as responsáveis pela triste degradação paisagística do "Allgarve". Na área dos negócios também existem coisas sérias que se preocupam com o social, o ambiental e a preservação ou recuperação do património, mas nada têm a ver com a maioria das negociatas rasteiras, sem nível e sem alma que conhecemos.
Sol e mar no meio do caos urbanístico e de praias cheias de barracões terceiro mundistas, de limpeza duvidosa, não será turismo de grande futuro.
Quanto ao golfe, o tal que tem mais de 40 campos e só um regado por águas residuais, segundo
elementos do próprio sector é um turismo que "fica fechado nos resorts e que representa um por cento do volume turístico do Algarve".
O turismo da natureza está em franco desenvolvimento a nível mundial, mesmo no Algarve há coisas novas e positivas neste campo, que o Plano de Promoção ignora. Cada vez mais a consciência de que a natureza é um bem que tem de ser preservado cresce na sociedade.
Neste sector o Algarve tem alguns trunfos que, temo, estejam em perigo. Quando assistimos a vários presidentes de câmara atribuírem ao ambiente o atraso dos seus concelhos é revelador.
Apesar das regras existentes os crimes ambientais são mato, o que seria se liberalizassem ainda mais as leis ambientais, não haveria limites para os predadores do betão.
A notícia que encabeça esta mensagem com os vigilantes florestais a pedirem mais elementos para defenderem o ambiente é significativa.
No tal plano a cultura é igualmente esquecida, não é fazendo festas com cantores popularuchos de terceira que se atraem turistas. Temos uma excelente Orquestra do Algarve que, por exemplo, raramente vem a VRSA, uma cidade de fronteira que podia atrair os nossos vizinhos a concertos em VRSA caso se publicitassem os mesmos na província de Huelva, assim como os turistas que lá estão. A cultura e o património é um vasto terreno que pode ser muito melhor aproveitado, só sol e mar é pouco.



4 comentários:

  1. Desde o 25 de Abril de 1974 a Mata de Vila Real de Santo António tem sido muito mal tratada, abusada e roubada.
    Felizmente que recentemente um grupo de cidadãos constituiu uma Associação Ambientalista para defesa da Mata e do Meio Ambiente.
    Já é visível os efeitos positivos da vossa intervenção, espero que tenham ânimo para continuar apesar da situação adversa com que são confrontados pelos tubarões do betão que têm no presidente da câmara, eng. Luís Gomes um forte aliado.
    A nossa Mata merece o empenho de todos, mas enqunto não são todos, alguns podem ir fazendo alguma coisa.
    SÓ VENCE QUEM LUTA.

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  2. Muito bem!!

    Osvaldo azul

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  3. Vila Real de Santo António começa a ganhar consciência da importância da Mata que foi plantada há um século e que deve ser preservada pois faz parte do ADN deste concelho.
    Vila Real Santo António sem a Mata não é o concelho que tem condições para ser uma zona turística de qualidade.
    Os autarcas que vivem à comissão dos patos bravos têm descaracterizado o concelho e em especial Monte Gordo que era um destino turistico de qualidade e está tranformado num amontoado de betão sem qualidade.

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  4. O sr. arq. Carlos Barros que desempenha as funções de vereador e vice-presidente na câmara municipal de vila real de santo antónio, desempenhou anteriormente funções de responsabilidade na entidade que zela pela natureza da nossa região: reserva do sapal e mata nacional.
    Quando se esperava que no desempenho das novas funções continuasse a defenter a MATA com a mesma firmeza, verifica-se que tal não se verifica, os ataques e violações da Mata têm aumentado o que não é nada bom para o futuro desta região como zona ambiental previligeada com capacidade para atrair turistas.
    Mudam as cadeiras mudam as pessoas, não está certo.

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