24 junho 2015

PARQUÍMETROS PRIVATIZAM DINHEIROS PÚBLICOS


Do Moço de Vila Real recebemos este texto que agradecemos, e divulgamos pela sua oportunidade.

Estamos quase a inaugurar, na nossa cidade, a “racionalização ambiental” do espaço público.
Vamos todos a partir de agora beneficiar da boa prática de exercício físico diário animados pelo lema “ andar para não pagar”.

Para que possamos perceber as vantagens e desvantagens da inovação parquímetro calculei as receitas previstas para a empresa exploradora (Quadro 1) e os gastos previstos com pessoal (Quadro 2). Em ambos, indico os argumentos para o cálculo efetuado.

O Quadro 3 indica os valores de receita previstos para os orçamentos da cidade, Câmara e SGU. O valor previsto representa 0,2 % da dívida de ambas (120 milhões) correspondendo a um incremento anual no orçamento corrente de 0,8 % (25 milhões). Estas são as vantagens financeiras para o orçamento da nossa edilidade.
Devemos incorporar, também, no cálculo as vantagens sociais: melhor ambiente, mais exercício físico. 

Por outro lado, cada um decidirá se vale a pena “soltar uns cobres amiúde”… embora a receita vá, maioritariamente, para a empresa exploradora. O orçamento da cidade fica mais rico em quase 500 euros por dia …. Uma fortuna!

Moço de Vila Real


16 junho 2015

ESTACIONAR É PRECISO, PAGAR NÃO É PRECISO



No dia 19 de Junho de 2014 publicamos uma informação sobre os planos existentes para pagamento do estacionamento em grandes zonas da cidade de VRSA e Monte Gordo. O título da notícia foi "Privatização da Via Pública". O que o Correio da Manhã de ontem, dia 15, publica com algumas imprecisões, vem confirmar tudo o que em 2014 denunciamos. 
Esta punição aos moradores e visitantes, mais uma a juntar às taxas máximas cobradas pela autarquia, deve-se à situação financeira da câmara, endividada como é público. Bem pode o presidente vir tentar convencer que este castigo irá "ajudar o comércio e restauração local". A reacção da Empresa Caravela, uma das maiores empresas locais, é ilustrativa das preocupações existentes no comércio sobre as consequências negativas que o estacionamento pago poderá causar.

15 junho 2015

QUEM MUITO FALA.... INVESTIMENTOS (4)

 Investimentos: em teoria não faltam.  Nos jornais as declarações do presidente atropelam-se. "Temos no concelho dois, três projectos de investimento e cada um deles representa 100 milhões de euros de investimento". Estão parados" devido à burocracia".                                                                                                                   "Há um fundo em Inglaterra que quer investir 100 milhões de euros em VRSA".           Se são dois são 200 milhões, mas se são três são 300 milhões mais os 100 ingleses são quatrocentos milhões, para um concelho tão pequeno é mais que o euromilhões.
Mas tantos milhões para investir onde e em quê?
Mas numa coisa concordamos inteiramente, quando critica os que o acusam de "estar sempre fora", pois está fora porque, disse, textualmente "O presidente está a vender o município e oportunidades de negócio do município e essa é a minha função hoje".

Mais claro não se pode ser.


PRÓXIMO: HOTEL GUADIANA (5)

12 junho 2015

QUEM MUITO FALA... PDM (3)

3- PDM: o PDM de VRSA foi aprovado em 1992 e tinha validade de 10 anos. Portanto já passou o prazo em 13 anos. Num supermercado já tinha ido para o lixo. É técnica recorrente em muitas câmaras deixar caducar o PDM, não fazer um novo pois isso obriga a um debate público e ir alterando de facto o PDM através de planos de pormenor, criando factos consumados e irreversíveis quase sempre.
Esta câmara já fez aprovar oito planos de pormenor, os quais custaram centenas de milhares de euros, mas nenhum foi implementado na sua totalidade.

Afirma o presidente que está à espera de novo instrumento jurídico de gestão territorial para então se avançar para novo PDM, o qual "vai permitir a criação de novas zonas de expansão urbana", mas "a prioridade é requalificar". Logo a seguir diz que "não precisa de um novo PDM para fazer a nova zona industrial", ou "requalificar a zona ribeirinha", ou "para o novo parque de campismo". "Fala-se do novo PDM porque não há mais nada para falar". A 21 de Maio ao OJE a propósito de problemas com a burocracia diz que "temos a revisão do Plano Director Municipal que pressupunha alguns investimentos". Claro que dá jeito a situação, o PDM serve às vezes e outras não, e um novo talvez seja de evitar pois é algo que pode atar as mãos.

Próximo: INVESTIMENTOS

09 junho 2015

QUEM MUITO FALA.... (2) PATRIMÓNIO

2- Património: é um elástico, tanto estica como encolhe. Já foi mais de 80 milhões, mais de 100 milhões e agora é de mais 200 milhões. Serve para dizer que há dívida mas temos património, que dá para pagar a dívida e sobra. Mais, parte da dívida deve-se à compra de património. "Uma parte da dívida foi contraída para adquirir património", afirmou ao JA. "Quando cheguei à câmara, a avaliação patrimonial era de 15 milhões de euros", diz o presidente. Ora de 15 para mais de 200 são mais 185 milhões, é muita massa,  mais de que a dívida, como o comprou tanto património? O valor é o real ou é um valor especulativo de mercado. Onde está esse património?, é propriedade da câmara ou da SGU? Transparência obriga  informar os cidadãos, seus reais proprietários, através de uma listagem enumerando e explicitando tal património.

Próxima: PDM

08 junho 2015

QUEM MUITO FALA, CONTRA SI ATENTA (provérbio popular)


FOLHETIM EM VÁRIOS EPISÓDIOS, PARTE 1 A DÍVIDA!

Nas últimas semanas o Presidente da Câmara deu várias entrevistas a diversos órgãos da comunicação social, longas e com fotografias narcisistas de grande formato . Não gostamos de fulanizar questões políticas e sociais mas as circunstâncias a isso obrigam.  Sem nomear directamente o Movimento AMA fomos citados como sendo pessoas prejudiciais ao Concelho e ao seu património. Já lá iremos.
 Sempre que apontamos o dedo à actividade camarária foi por considerarmos que se verificavam violações do PDM ou ilegalidades cometidas pela autarquia. As denúncias por nós feitas foram sempre bem fundamentadas, acompanhadas de provas, e não mera conversa de café. Queremos sublinhar mais uma vez que agimos independentemente de partidos, pois tanto temos criticado a situação pelo que faz mal como temos criticado a oposição política pela sua passividade e silêncio. Agimos em defesa do património público e da legalidade democrática, dever de qualquer cidadão em democracia. Daí não nos admirarmos, citando o presidente, que estas pessoas " de maus fígados por perder eleições, que fazem uma luta judicial em vez de política".
Somos um movimento de cidadania, não político, não é esse o nosso campo. Se há violações de leis e de regras é o poder judicial que tem de averiguar e actuar. O poder político tem de agir e cumprir com as disposições democráticas.
Vamos às entrevistas e suas contradições.
1- Dívida: começa sempre na herança da gestão socialista que deixou 30 milhões de dívida. Esta acusação já foi desmentida inúmeras vezes, mas insiste, e esquece que a própria auditoria feita por ele quando tomou posse revelou que a dívida herdada era de 10 milhões. A dívida já se arrasta há anos (neste blogue encontra-se abundante documentação sobre isso), e não são as obras a sua causa, a dívida já vem do seu primeiro mandato, sempre a agravar-se. A dívida paga juros, vários milhões por ano, facto que nunca é mencionado e prejudica o concelho. Os fornecedores esperavam em média mais de quatro anos para receberem as suas contas, recorde nacional, complicando as suas vidas e a actividade económica. Esta situação obrigou a uma intervenção ministerial com intervenção do PAEL e outros instrumentos financeiros para atenuar a situação, levando agora em média mais de dois anos o pagamento  aos fornecedores. Reconhece o presidente (JA de 14/5/2015), que com estas ajudas estatais, "grande parte da dívida estará paga até ao fim deste mandato". Primeiro é de desconfiar o que será "grande parte", 30%?, 50%?, não se sabe, mas o que já se pode afirmar é que a próxima gestão camarária irá receber do Srº Luís Gomes uma boa dívida, pelo que tem alguma razão a acusação que ele está a hipotecar o futuro do concelho.
Mas, importa sublinhar, com o PAEL e outras intervenções financeiras a dívida continua, mudou foi o credor.
No Jornal do Baixo Guadiana do presente Junho tenta ligar o endividamento às políticas sociais, "reduzir o endividamento seria acabar com estas políticas sociais". Em que ficamos?, por um lado afirma que vai pagar "grande parte" até ao fim do mandato, dias depois diz não a reduzir o endividamento? Mais à frente acusa a diminuição das receitas camarárias, a qual é fruto das políticas austeritárias do seu partido, é bom não esquecer, de contribuírem para a dívida. E as autarquias que não têm dívida ou dívida pequena e controlada?, serão maus exemplos?, ou mais sérias e competentes!
Para terminar este capítulo reproduzimos da luxuosa brochura "As Cem
Obras" este texto:



Então encontrou esta situação em 2005, estamos em 2015 e fez o mesmo que os que acusa, NÃO FEZ! Por isso é que o Estado foi multado em mais de 4 milhões de euros, por desleixo e incompetência de todos. Quando tal aconteceu, a multa e as obras já a câmara estava super endividada.

Parte 2, PATRIMÓNIO, brevemente.


22 abril 2015

DIA INTERNACIONAL DO PLANETA TERRA


O dia do planeta Terra

 
COMEMORAR A DATA RECORDANDO QUE O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL SIGNIFICA DEIXAR PARA AS GERAÇÕES VINDOURAS UMA TERRA CAPAZ DE CONTINUAR A VIDA
 

O dia do planeta Terra

Por Maria Amélia Martins-Loução

22/04/2015 -

O planeta Terra mostra resiliência, como se se tratasse dum superorganismo, apesar de todos os riscos que o Homem lhe faz correr.

O dia internacional do planeta Terra continua a passar despercebido. Primeiro, porque em cada dia há um tópico a celebrar. Segundo, porque com tantos problemas geopolíticos e socioeconómicos poucos pensam no planeta. A informação sobre as possíveis ameaças em resultado do desenvolvimento insustentável parece não assustar a humanidade. Afinal, a Terra continua a dar-nos água, alimento (mais para uns do que para outros), recursos vários.

O ponto de não retorno ainda não foi atingido e a “teoria de Gaia”, proposta por James Lovelock, parece continuar a resultar: o planeta Terra mostra resiliência, como se se tratasse dum superorganismo, apesar de todos os riscos que o Homem lhe faz correr. Lembra a história de Pedro e o Lobo. Os lenhadores não acreditavam nas partidas que o Pedro pregava, porque não havia lobo, o problema foi quando ele apareceu mesmo. No caso do nosso planeta, os cientistas avisam, não para pregar partidas, mas para alertar para os riscos e consequências das nossas opções.

O planeta sofre riscos, cada vez mais complexos e interligados, que transcendem fronteiras políticas e sectores económicos, tal como refere o relatório recentemente publicado pelo World Economic Forum – ou seja, a globalização está a alterar a natureza do risco, porque catástrofes num local provocam efeito dominó noutras regiões. O caso mais paradigmático foi este ano vivido pelo Brasil com o problema da falta de água potável em São Paulo, em resultado do excesso de desmatação da Amazónia. Prevê-se, por exemplo, o efeito da recusa de certas famílias em vacinarem os filhos a nível da saúde global, mas não se discute ou analisa a repercussão que as opções alimentares têm para a “saúde” do planeta. Mais carne na dieta alimentar implica necessidade de maior área produtiva e mais desflorestação; mais barragens hidroeléctricas promove energia renovável, facilita a agricultura de regadio, mas altera o regime de sedimentação dos rios com consequências para a funcionalidade dos estuários e vulnerabilidade da linha de costa.

A primeira tentativa de integração dos riscos globais dos diferentes sectores surgiu há cinco anos, quando Johan Rockström e colaboradores definiram barreiras planetárias e respectivas zonas de segurança para a humanidade. Já nessa altura tinham sido ultrapassadas três barreiras: alterações climáticas, ciclo do azoto e perda de diversidade. Actualmente, a alteração da paisagem é outra das barreiras ultrapassadas. O sistema climático está directamente relacionado com a quantidade, distribuição e balanço da energia no planeta; a biodiversidade permite aumentar a resiliência às alterações abruptas ou graduais; o ciclo biogeoquímico do azoto ligado aos fluxos crosta-biosfera-atmosfera, com consequente influência nos dois sistemas anteriores, está directamente relacionado com a necessidade de fornecer alimento à população mundial; a alteração da paisagem tem vindo a ser progressiva pelas mudanças sociais em países como a China e o Brasil.

Houve avanços que tornaram possível a expansão e desenvolvimento da agricultura, como seja o advento da indústria de fertilizantes de azoto que permitiu o aumento da produção e o consequente incremento populacional. Mas os riscos continuados da revolução verde devem ser equacionados e geridos a nível dos utilizadores. O interesse ou alienação do consumidor está directamente ligado ao preço do produto, cujo fornecimento está ameaçado pelo elevado custo de produção, desperdício, má distribuição. Para os agricultores, o interesse imediato reside na maximização da produção, diminuição de pragas, ou nas flutuações dos preços dos produtos, que o leva a decidir quando, onde e como produzir. As repercussões sociais e ecológicas dos interesses dos agricultores e consumidores, como partes da cadeia de produção, nunca são integradas e deles depende a regulação dos preços da energia, as alterações da paisagem, a regulação dos serviços do ecossistema. É tempo de avaliar e contabilizar os efeitos que as opções locais têm no ecossistema global, para evitar que a história de Pedro e o Lobo se verifique. Vem isto a propósito da reunião internacional que irá ter lugar na próxima semana no Ministério do Ambiente, onde se irão debater os benefícios do desenvolvimento de um sistema de gestão multidimensional dos fluxos de azoto. Sendo uma iniciativa científica, vai procurar mostrar como o conhecimento coordenado e multidimensional pode, e deve, suportar decisões políticas mais adequadas. Esperemos que esta não seja uma oportunidade perdida.

Professora catedrática Universidade de Lisboa

 

10 abril 2015

ALFÂNDEGAS E REABILITAÇÕES




Sul-africanos compram Hotel Guadiana e americanos Vilamoura e a Litográfica do Sul ...? Nestes novos negócios do tempo capitalista da austeridade em que o trabalho é uma mercadoria desvalorizada que se compra sem direitos e a preços de saldo, os dinheiros públicos só servem para financiar actividades capitalistas privadas e descapitalizar a educação,  a saúde e a segurança social.

Notícia de hoje no JA informa que a Câmara terá de expropriar primeiro o Hotel Guadiana, entrando com a massa, e depois é que os sul-africanos assinarão o contracto por 20 anos. Isto é, a autarquia compra e reabilita os imóveis, e depois outros irão fazer a exploração comercial dos mesmos.

Imóveis no plural dado estarem incluídos no lote o edifício histórico da Alfândega e o ex-Dom Jota na Ponta da Areia.

A Alfândega reabilitada recentemente com apoio do Programa Europeu Jessica, segundo Luís Gomes, mas segundo a empreitada de obras públicas de Fevº de 2013, entre a SGU e a Telhabel, custou 147.740, 36 €. Ainda bem que foi feita a reabilitação, só é de lamentar que o edifício tenha ficado dezenas de anos ao abandono. Na altura foi afirmado publicamente que o edifício seria destinado a Casa da Assembleia Municipal. Promessas que se esquecem depressa, como tantas outras desde que haja negócio no horizonte. A  "nova reabilitação" no valor de 149.898,00 euros, pela SGU, será feita para dar a tão histórica casa "charme", coisa fina que se quer também dar ao Hotel Guadiana e a futuros "charmes" na Praça Marquês de Pombal. Parece que o nome Guadiana não tem charme e será rebaptizado à sul-africana, tipo "Grand Hotel & Suites Algarve" ou algo semelhante. O contracto de  Prestação de Serviços entre a SGU e a Atelier de Arquitectura e Engenharia, LDA, no valor de 73.500 €, será para a "implementação do porjecto denominado como Grande Hotel Algarve, conforme caderno de encargos".

O que gostaríamos de conhecer é, por um lado quanto irão custar no total aos cofres autárquicos/SGU tais reabilitações, por outro lado como tenciona a autarquia/SGU ou será SGU/autarquia?, reaver essas despesas ou serão a fundo perdido?

 

12 março 2015

Do Diário do Governo ao "governo" sem (i)deário

Vários pedidos nos foram feitos para que colocássemos no blogue quer o Diário do Governo de 1957 quer o Certificado da escritura por usucapião. Compreendemos a curiosidade de uns e a necessidade de tirar dúvidas a outros.  Adicionamos a página da escritura feita em Tavira referente ao fundamental da nossa denúncia. Boa leitura!

04 março 2015

FORAIS OU FURÕES !?

TOMADA DE POSSE ILEGAL DOS TERRENOS DO PARQUE DE CAMPISMO DE MONTE GORDO
Na sessão da Assembleia Municipal realizada em 11 de Agosto de 2014, cuja acta foi agora tornada pública, o presidente da Câmara Municipal disse e reproduzimos: “a interpretação que temos é de que o Estado ficou com o terreno da Câmara Municipal. Nós temos a acta de um foral do século XIX, de 1875, em que a Câmara Municipal cedeu ao Estado por 100 anos, para florestação, toda a mata de Vila Real de Santo António e, mesmo que assim não fosse, no âmbito da elaboração do Plano de Pormenor do Parque de Campismo e como é de lei, há um parcelamento da propriedade em que a Câmara ficou detentora dos lotes, contra a suposta tese da Associação AMA.” (Pág. 4 da acta n.º 5/2014).
Contrariamente ao afirmado pelo presidente, a AMA não apresentou uma suposta tese visando provar que a tomada de posse dos terrenos do Parque de Campismo por usucapião é ilegal, apresentou sim, documentos oficiais que provam a ilegalidade da tomada de posse dos referidos terrenos pela CM.
Recordamos que a justificação apresentada num cartório notarial do Porto em Novembro de 2008 pelos representantes da Câmara Municipal, para a tomada de posse por usucapião foi a de que, e reproduzimos:
“Que os referidos prédios não se encontram descritos na Conservatória do Registo Predial de VRSA.
Que os mesmos prédios foram adquiridos há mais de 50 anos pela CM de VRSA ao Estado Português.
Que de tal compra não é possível localizar a escritura pública.”
Acontece que a AMA tomou conhecimento de que o terreno foi cedido pelo Estado, cedência condicionada à construção do Parque de Campismo, e não vendido, cedência oficializada pelo Decreto-Lei n.º 41311 de 8 de Outubro de 1957, e que esta cedência foi registada pela CMVRSA na Conservatória do Registo Predial de VRSA em 27 de Abril de 1961, documentos que suportam a queixa apresentada pela AMA ao Ministério Público, visando a reposição da legalidade.
Como curiosidade lembramos que a escritura de justificação notarial foi lavrada em 21 de Novembro de 2008 num cartório notarial do Porto, que em Dezembro de 2008 foi aprovado um aumento de capital social da SGU realizado em espécie, através do imóvel correspondente ao Parque de Campismo, e que com data de 7 de Janeiro de 2009, se encontra registada na Conservatória do Registo Predial de VRSA, uma hipoteca a favor do Banco Comercial Português, sobre os terrenos do Parque de Campismo, como garantia de um empréstimo de 13,5 milhões de euros concedido à SGU.
E estes terrenos só não foram vendidos em hasta pública realizada em Outubro de 2011, porque a proposta apresentada não era muito atractiva, como é referido na acta n.º 2/2012 da reunião da CM, realizada em 17 de Janeiro.
Ora acontece que o terreno cedido pelo Estado, cedência condicionada a determinado fim, não pode ser hipotecado ou vendido.
Diz o presidente que a CM tem a acta de um foral do século XIX, de 1875, em que a CM cedeu ao Estado por 100 anos, para florestação, a mata de VRSA.
Interpretamos esta afirmação como o reconhecimento de que os documentos apresentados pela AMA, provam a ilegalidade da tomada de posse do terreno do Parque de Campismo pela Câmara, e que a justificação apresentada por esta, para a tomada de posse do terreno por usucapião, não tem cobertura legal, daí recorrer agora à existência de uma acta de um foral para justificar a posse.
Mas também esta justificação não colhe, dado que os forais que entraram em decadência no século XV, foram extintos a 13 de Agosto de 1832, por um decreto do então Ministro da Fazenda, Mouzinho da Silveira.
Mas mesmo que ainda estivessem em uso em 1875, como a lógica dos forais era a da coroa dar e não receber, o foral anunciado pelo presidente ao inverter esta lógica, legitima por em causa a credibilidade deste foral.
Refere também o presidente o que designa por Plano de Pormenor do Parque de Campismo, para justificar que a Câmara ficou detentora dos lotes, contra a suposta tese da AMA, como se através de um Plano de Pormenor se possa adquirir propriedade.
Como dizemos acima, a AMA não apresentou nenhuma suposta tese, apresentou sim, documentos oficiais que provam que a tomada de posse do terreno pela Câmara é ilegal.
Um deles, o Decreto-Lei 41311 acima referido, consigna no seu art.º 3.º que quando a Câmara deixar de utilizar o terreno como parque de campismo, o mesmo volta à posse do Estado.
Verificando-se esta situação, compete ao Estado decidir o que fazer com o terreno.
Como Amigos da Mata e do Ambiente desejamos que o Estado, a confirmar-se tal situação, o mantenha integrado na mata e a Justiça actue em conformidade.
                  

   





  1.  

16 fevereiro 2015

OPUS ARTIFICEM PROBAT

No dia 24 de Abril de 2014 enviou a AMA à Assembleia Municipal uma carta denunciando o que considerava ser  irregularidades e violações do PDM. A carta referida pode ser consultada neste blogue na etiqueta Assembleia Municipal (2). Temos conhecimento de que o conteúdo da referida carta está a ser investigado por quem de direito.
No ponto 3 desse documento consta o seguinte:


Passaram vários meses e constatamos que a obra continua a crescer como prova a foto que juntamos:

09 fevereiro 2015

QUEM TE AVISA TEU AMIGO É, diz o povo.

AVISO nova geração da CMVRSA. Sem comentários.




VANDALISMO!



FOTOS TIRADAS DIA 6 DE FEVEREIRO NA ESTRADA DA MATA, MAS MAIS ÁRVORES FORAM VANDALIZADAS. QUAL O BENEFÍCIO?

05 fevereiro 2015

DÍVIDAS

 
Segundo o Diário de Notícias de 3 de Fevereiro a Câmara de VRSA era a 4ª com maior dívida por habitante. Se olharmos para os dados verificamos que em 2010 a dívida era de 3.181 euros; em 2013 já devíamos mais 625 euros cada um; em 2014 aumentou a nossa dívida mais 93 euros por cabeça.
Não deixa de ser curioso que estes números contrastam com as notícias propaladas pela Câmara de que tudo vai pelo melhor. Afinal mesmo com PAEL etc. a dívida "per capita" aumenta, logo é de supor que se a população é a mesma tal significa que também a dívida no total tem aumentado. Se a população aumentou e a dívida também então ainda mais grave se torna a dívida  de cada um de nós.  Como é que vamos pagar?
 
Disse o Srº Luís na Etv, esta semana, no seu debate com o chefe do MRPP que era um "social democrata de esquerda". Caso para pensar o que não será um social democrata de direita.

06 janeiro 2015

INFORMAÇÃO

Para informação de um dos nossos leitores que apostava que a Câmara nunca responderia à nossa solicitação de consultar processos relativos à construção de um prédio em Monte Gordo temos a informar que perdeu a aposta. Após denuncia desta situação aos organismos competentes veio a carta assinada pelo Presidente a informar que os ditos processos estavam à nossa disposição para consulta, coisa que está a ser feita.

CARTA À CÂMARA


Aos Srs 

 Pres. da Câmara Municipal : Luís Filipe Soromenho Gomes 

Vice-Presidente: Maria da Conceição Cipriano Cabrita

Vereador: João Filipe de Brito Sol Pereira

Vereador - João Manuel Lopes Rodrigues

Vereador - David Matias Murta

Vereador - Luís Miguel Cristo Salvador Salas

Vereador - José Estevão Correia da Cruz

 
Consta que a Câmara Municipal irá abater total ou parcialmente várias árvores na Avenida da República para satisfazer o capricho de alguns moradores em apartamentos entre a Capitania e a Rotunda dos Atuns que querem ver das suas janelas a totalidade do Rio Guadiana. A primeira tentativa desses moradores feita em Março deste ano não foi atendida pela Câmara, e bem consideramos nós. Ora os referidos moradores  já têm o privilégio de morarem junto ao Guadiana, coisa que a esmagadora maioria dos vilarealenses não possuem, pelo que esta manifestação de puro egoísmo não deve ser atendida. As árvores já lá estavam antes dos prédios terem sido construídos, embelezam a Avenida, abrigam aves, e nos dias de calor dão sombra e refrescam a zona.

VRSA precisa é de mais árvores, jardins e zonas verdes, e não abate indiscriminado de árvores em qualquer zona nobre ou não da cidade ou da Mata. Perto das árvores em referência existe o sujo descampado da  ex-Fábrica do Grego, esse sim a merecer ser "abatido" e transformado em jardim para satisfazer toda a população.
P/ AMA

Conteúdo da carta enviada pela AMA à Câmara  e a notícia publicada no JA desta semana na última página. A AMA passou a "grupo", mas lá divulgaram uma posição nossa. Será que desta vez novo ano quererá dizer vida nova?

20 dezembro 2014

NOVO ANO


VOTOS DE BOM NATAL E QUE O NOVO ANO NOS TRAGA UM PAÍS MENOS CORRUPTO E MAIS DECENTE E JUSTO!

VER O RIO


Ver o Guadiana da nossa janela é bonito e agradável, mas as árvores não merecem o castigo de serem cortadas para satisfazer o deleite de alguns. Esperemos que não sejam janelas do rés-do-chão pois nesse caso até ao carros estacionados estorvam.

11 dezembro 2014

NOTA AMA

NOTA
Por dificuldades técnicas nos últimos dias ( algo estranhas ), alguns comentários perderam-se. Lamentamos tal situação, que nos obrigou a alterar códigos e a tomar outras medidas.
O recurso será, para quem o desejar, repetir o comentário.
Aproveitamos para repetir e será a última vez que o faremos, que não poderemos divulgar comentários que criticam ou insinuam coisas sobre a vida particular ou intima de pessoas, nada temos a ver com isso. Também não poderemos aceitar comentários com afirmações não fundamentadas que fulano é ladrão, que beltrano é corrupto e que sicrano deve ser preso ou linguagem ofensiva contra certas pessoas.
Este blogue tem tido uma linha de conduta assente na crítica e na denúncia de factos que consideramos graves, sempre fundamentados, sobre violações do PDM e de legislação, ou emitindo opiniões sobre orçamentos municipais, regulamentos e outros actos administrativos.
Não nos limitamos a falar, agimos e temos apresentado às autoridades competentes essas denúncias e queixas-crime. São actos de cidadania activa que causam sempre incómodos a quem os pratica, é o preço a pagar se queremos contribuir para um país mais decente e justo.
Esta é a nossa forma de estar e nesta linha de actuação continuaremos.
AMA


06 dezembro 2014

CARTA À CADA água mole em pedra dura ...








Ao
Exmo. Srº
Juíz Conselheiro António José Pimpão
Presidente da Comissão de Acesso aos Documentos da Administração - LADA
Vêm os abaixo-assinados relatar a esta Comissão uma situação que consideram grave.                       Ao longo de anos têm denunciado publicamente, e de forma fundamentada, inúmeras irregularidades  cometidas pela Câmara Municipal de Vila Real de Santo António. Algumas dessa irregularidades – em que avultam actos administrativos violadores do Plano Director Municipal (PDM) e, inclusivamente, o recurso abusivo à usucapião para promover escrituras públicas através das quais são subtraídos terrenos à propriedade do Estado – deram origem a denúncias, junto da Polícia Judiciária (PJ), e a queixas-crime, junto do Ministério Público (MP).          Em24 de Abril deste ano dirigimos ao  Sr. Presidente da Assembleia Municipal de Vila Real de Santo António um documento em que denunciávamos diversas violações do PDM, cuja matéria está, aliás, sob investigação do MP e da PJ. (v. Anexo 1)                                                       A fim de melhor fundamentar a denúncia respeitante ao licenciamento da construção, na área urbana da freguesia de Monte Gordo, do edifício que vem referido no Anexo 1,4, requeremos formalmente ao Sr. Presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, em 14 de Julho deste ano, a consulta do respectivo processo camarário.                                                 Apesar da nossa insistência foi-nos recusado pelo Srº Presidente Luís Gomes a permissão de consulta ao processo. Sublinhamos que este procedimento da Câmara de VRSA é usual  e, por várias vezes, não tivemos resposta às nossas cartas e requerimentos. Em Anexo 2 juntamos grafadas as cópias das cartas trocadas com a Câmara Municipal.                                                            A recusa do Presidente da Câmara, Sr. Luís Filipe Soromenho Gomes, atenta, a nosso ver, contra o direito ao acesso à documentação da administração pública, previsto em legislação diversa, nomeadamente no número 2 do artigo 268º da Constituição da República Portuguesa, nos artigos 61º e 65º do Código do Procedimento Administrativo e na lei 46/2007, pelo que os abaixo-assinados requerem a Vossa Excelência promova as diligências necessárias para que a legalidade seja respeitada, e que nos seja facultada a consulta da documentação por nós requerida ao Presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António.

Com os nossos cordiais cumprimentos,                                                                                               Vila Real de Santo António, 3 de Dezembro de 2014