Como uma dívida se transforma em investimento, dinheiro não há, é só papel.
O blogue cidadão vr é um meio de informação do Movimento dos Amigos da Mata e do Ambiente sobre a situação do Património Ambiental, Histórico e Cultural do nosso Concelho. Este blogue está ao dispor dos cidadãos de Vila Real de Santo António para o comentarem e darem as suas opiniões, de forma correcta e construtiva. É a nossa contribuição cívica para a vida do nosso concelho
29 junho 2017
21 junho 2017
AMA SOLIDÁRIA COM AS VÍTIMAS DOS INCÊNDIOS
AMA SOLIDARIZA-SE COM AS VÍTIMAS DOS INCÊNDIOS
O fogo continua a consumir o país e a causar mais vítimas e destruição.
Se é verdade que as alterações climáticas provocadas pelo homem aumentam o
risco de catástrofes mais uma razão para se intensificarem as medidas
preventivas.
A paisagem diz muito sobre o homem e ela é o que o homem é. O
ordenamento e ocupação do solo agrícola ou industrial, as habitações e as
estradas e caminhos, tudo o que o homem constrói modela a paisagem e evita,
reduz ou potencia as consequências das calamidades.
Em relação à chamada Floresta portuguesa, na maioria dos casos são
matas e não floresta, temos de salientar o facto de 98% ser privada e só 2% ser
pública ( a média europeia da floresta pública é muito superior à portuguesa, mais
de 50%).
São 8,4 milhões de solos rústicos que pertencem a 2,9 milhões de
proprietários de 11,6 milhões de parcelas. Estes números são duvidosos dado não
haver um cadastro completo do território nacional, ignorando-se a quem pertence
áreas significativas do mesmo.
Esta propriedade do solo fraccionada em pequenas parcelas, em que um
número significativo delas não são cultivadas, tratadas ou limpas, são
verdadeiras bombas de fogo à espera de explodir.
Não podemos esquecer nem ignorar a pobreza do interior, pequenos povoados
e aldeias de pessoas idosas já sem força ou vontade de trabalhar e, sobretudo,
sem meios para cuidar das matas ou pagar a quem delas cuidasse.
A propriedade é privada mas os desastres são despesas públicas. A
integração das áreas sem dono deverão ser integradas no património público e
não serem dadas às autarquias dado ser conhecido o seu apetite ganancioso para
a especulação imobiliária.
A desertificação do interior é um facto, agravado com políticas
desumanas em que só o deve/haver funciona, fechando escolas, postos de saúde,
correios, acabando com carreiras de transportes públicos e por aí fora,
forçando a expulsão da vida desses lugares. A redução dos habitantes leva ao
abandono dos baldios, das actividades agrícolas e de pastorícia, da recolha de
lenha, ao desaparecimento do gado que se alimentava dos campos e estes
enchem-se de urzes, estevas, de tojos e outras plantas à espera do fósforo ou
raio que as inflame.
Nas matas para além dos matos crescem novas espécies como acácias,
mimosas e particularmente eucaliptos, reduzindo a humidade do ar e dos solos.
Sabe-se como funcionam os lobbies dos madeireiros e das celuloses, e
até dos equipamentos dos bombeiros.
Tudo isto é conhecido há muitos anos, data de 1965 um relatório dos
Princípios Básicos da Luta Contra Incêndios na Floresta Portuguesa, feita por
entendidos na matéria que continua no fundamental actual.
Volta-se sempre ao mesmo: necessário definir uma política florestal,
ordenar o território, limpeza e vigilância.
Mais recentemente (2006), foi elaborado um Plano de Defesa da Floresta
contra Incêndios que ficou reduzido ao mínimo dado ser "demasiado
ambicioso".
Na AR existem relatórios por publicar com anos de atraso.
Iluminados acabaram com os Guardas Florestais e os Guarda Rios, que
tinham conhecimentos e provas dadas na vigilância e na prevenção, verdadeiros vigilantes
da natureza numa altura em que era necessário aumentar o número. O resultado
está à vista.
Foram integrados na GNR para serem mandados por militares que do
assunto nada sabem.
Não se entende dado os avisos do IPMA sobre o agravamento do tempo e
dos perigos que poderiam ocorrer que tudo ficasse na mesma, mantendo-se só para
1 de Julho a entrada em funcionamento da Fase Charlie, como se o clima
respeitasse calendários. Imprevidência e irresponsabilidade.
Saliente-se que este ano, entre 1 de janeiro e 12 de Abril, já tinham
ocorrido 2.900 incêndios (em 2016 foram 13.079 com 160 mil hectares ardidos).
Tudo já foi estudado e debatido, como devem ser os aceiros, quantos
metros livres de vegetação devem ter as bermas das estradas, a quantos metros
das habitações não podem existir vegetação arbórea etc. Quem fiscaliza?
A maioria das verbas vão para o combate ao fogo (90%). Que resta para a
limpeza e a vigilância permanente?
Que verbas são destinadas para a formação de meteorologia de incêndios?
A Defesa Civil do Território funciona? Os concelhos têm operacionais os
serviços de Protecção Civil?
O fogo ignora os limites concelhios pelo que se ignora se existem
planos de defesa contra incêndios a nível regional?
Não deveriam os PDM precisar as áreas florestais implicando a
vigilância e tratamento delas e os meios adequados para as defender?
Não fica evidente que a Regionalização faz falta para melhor se
elaborar planos para toda a região com maior eficácia na coordenação dos meios
existentes?
O debate que a tragédia de perdas de vidas e bens provocou não pode
ficar assim, tem de ter desta vez consequências, o Estado tem de recuperar
autoridade política e moral para concretizar o ordenamento do território e
traçar objectivos para a floresta portuguesa.
Sobre a Mata Nacional das Dunas em tempo oportuno sobre ela falaremos,
mas aguardamos o que irão propor as forças políticas concorrentes à autarquia.
AMA
21 DE JUNHO DE 201713 junho 2017
OCUPAÇÃO DO ESPAÇO PÚBLICO (13/6/2017)
Será que tencionam
colocar parquímetros para peões?
As ruas são públicas e os cidadãos devem
poder andar livremente pelos passeios e não serem constrangidos pela ocupação
desordenada como actualmente existe e se agrava em vários lugares do concelho
Tal situação aumenta o perigo de, em
caso de alguma calamidade ou acidente como já se verificou, causar sérios
prejuízos (ver fotografias tiradas recentemente e outras retiradas do blogue da
AMA - organização que há muito denuncia estas situações).
Com este executivo, cujo respeito pelas
leis e regulamentos há muito deixou de existir, nada se irá alterar. A sua
permanência continuará a prolongar o pesadelo.
Está nas mãos dos vila-realenses
acabar com o caos no espaço público, com os abusos verificados com a
complacência e conivência da Câmara Municipal, proporcionando aos cidadãos
prazer em viver e movimentar-se livremente dentro do concelho.
Não será com a continuação da entrega a privados
dos parquímetros, das águas e resíduos sólidos, de construções que não
respeitam o PDM nem as disposições legais, e de dívida sempre a aumentar que
teremos um concelho melhor e ao serviço dos seus habitantes.
09 junho 2017
06 junho 2017
FOTOGRAFAR PODE SER PERIGOSO 6 de Junho 2017
"Os costumes da casa um dia vão à
praça"
(provérbio popular)
Na passada 5ª feira, dia 1 de Junho, pelas 11 horas, na Praça Marquês de
Pombal, realizavam-se filmagens com pessoas que pareciam figurantes com a
presença do duplo presidente da autarquia e da SGU, Srº Luís Gomes
Tal cena despertou a curiosidade de pessoas que se concentraram
para assistir ao espectáculo, entre os quais o Srº Aníbal Martins que tirou uma
fotografia do "evento".
O Srº Luís Gomes parece não ter apreciado o facto pelo
que se dirigindo ao Srº Aníbal Martins acusou-o de o ter fotografado sem sua
autorização. Admirado com a atitude Aníbal Martins respondeu que se
sentia assim tão melindrado apagava a foto.
Foi então que o Srº Luís Gomes exigiu que lhe
entregasse a máquina e perante a recusa, de forma agressiva e violenta usou a
força para se apoderar ilegalmente de um objecto que não lhe pertencia, dado
não o conseguir tentou então inutilizar o aparelho carregando na objectiva que
foi introduzida para o interior da máquina.
Desta bizarra cena podemos retirar algumas ilações. A
primeira é que se por acaso na disputa pela posse da máquina de fotografar o
Srº Aníbal Martins tem dado um empurrão e o Srº Presidente fosse ao chão ou
algo pior seria o agressor a transformar-se em vítima filmada pelo grupo que
estava a fazer as filmagens. A segunda é de que a atitude do Srº Presidente talvez
tenha sido motivado por o Srº Aníbal Martins ser conhecido como activista da
AMA, a qual tem sido publica e verbalmente ofendida pelo Srº Presidente pelo facto de andar há anos a denunciar e
criticar a comprovada gestão ruinosa do autarca.
A terceira seria inimaginável pensar por exemplo ver o
Srº Presidente da República ou qualquer outro alto responsável e figura pública
do país a exigir que só o poderiam fotografar com sua autorização, o que seria
inconstitucional e ilegal.
A quarta, e isso não sabemos, talvez o Srº Luís Gomes
estivesse numa filmagem como cantor e tenha "direito de imagem"
reservado ou considera que tem. Mas mesmo nesta qualidade seria ridículo ver
qualquer cantor pimba a proibir que o fotografassem.
Aliás eram horas de serviço e não estando o Srº
Presidente de baixa, de licença ou com o mandato suspenso as filmagens serão
certamente para acto publicitário ou propagandístico, pago pelos contribuintes.A quinta, e para não nos alongarmos neste episódio, e já que se fala de autorizações, a quem teria pedido autorização o Srº Luís Gomes para endividar a autarquia da forma como o fez?
Há situações que qualificam quem as provoca e actos
que definem quem os pratica.
AMA
Mensagem de L.Rolla
05 junho 2017
DIA MUNDIAL DO AMBIENTE
A AMA saúda o Dia Mundial do Ambiente como meio de continuar o combate pela consciencialização da importância de se preservar a natureza e o nosso planeta.
Hoje com a decisão do Trump em negar a evidência do aquecimento global e as consequências que todos já sentimos nas alterações climáticas, a que se juntam ganâncias locais de negócios para lucros fáceis e rápidos através da destruição do ambiente, a interrogação do texto abaixo "Para que queremos o ambiente" faz todo o sentido.
Maria Amélia Martins-Loução
Para que
queremos o Ambiente?
A sociedade terá de ser cada vez mais
responsável e apta a defender os interesses de um meio natural que é de todos e
para todos.
5 de Junho de 2017
Hoje é o Dia Mundial do Ambiente. Desde
há muito se fala de ambiente, mas qual o seu significado para a grande maioria
das pessoas? Ambiente, do latim ambiens (que anda em volta de), é entendido
como o conjunto de coisas que nos cercam. Para os biólogos, é tudo o que rodeia
e afecta a resposta dos organismos vivos, sejam factores físicos — luz, água,
temperatura, solo — sejam outros organismos que coabitam no mesmo espaço e que
com eles interajam.
A sociedade interpreta o ambiente de
forma egocêntrica, como tudo o que afecta o homem, seja no aspecto físico, luz,
calor, frio, seja no conforto, bem-estar e meio social. Isto torna o ambiente
como uma externalidade, que pode ser rapidamente perceptível e afectiva, se
tiver uma consequência directa na vida do cidadão. Ou ser antes um tema
impessoal, com uma noção de risco longínqua, que não afecta o imediato da vida
de cada um e é ignorado.
De entre os problemas ligados ao
ambiente, há uns com “estatuto” e interesse global, como o caso das alterações
climáticas e a poluição atmosférica e marinha. A terra, a ocupação e uso do
solo, a biodiversidade, não geram preocupação política, embora o seu estatuto
possa vir a ser reconhecido depois do lançamento, em 2018, do relatório final
produzido pelo Intergovernmental Science-Policy Platform on Biodiversity and
Ecosystem Services. Esta plataforma realça a importância de proteger a
biodiversidade, como já tinha sido referido na revisão da Convenção para a
Diversidade Biológica em 2011. Desde 2012, a política europeia chama a atenção
para a necessidade de se tomarem medidas que impeçam a contínua perda de
biodiversidade, especialmente quando está provado que a sua protecção pode
contribuir significativamente para a mitigação e adaptação às alterações
climáticas.
Um estudo recente publicado na Science, em Outubro de 2016, mostra que se não existirem políticas urgentes e
consistentes, a alteração climática vai alterar significativamente e de forma
irreversível a paisagem Mediterrânica. Portugal poderia minimizar a aridez do
território, que já se faz sentir, com incentivos à reflorestação intensiva com
espécies autóctones e de crescimento lento. É tempo de se olhar a “floresta”
portuguesa não só como floresta de produção. Mas para isso são necessárias
estratégias baseadas no conhecimento dos ecossistemas, da biologia e ecologia
das espécies.
Para usar a biodiversidade como
estratégia de mitigação das alterações climáticas há que compreender que não
são só números ou nomes de espécies que se plantam ou introduzem. Um
ecossistema terá de possuir diversidade de características que se complementem,
que interagem, assegurando serviços que regulam e estabilizam o ciclo
hidrológico, a despoluição da atmosfera e o armazenamento de carbono para
compensar as emissões de gases com efeito de estufa. Essas características são
dadas pelos microrganismos do solo, pelas plantas e pelos animais que coabitam
de forma estável e equilibrada. Se um elo da cadeia falta é uma oportunidade
para surgir uma praga, para morrer um animal, para o depauperamento da
vegetação. É esta visão holística que deverá estar subjacente a qualquer medida
ou estratégia política de reflorestação e que tarda em ser assumida.
Os dados que a Sociedade Portuguesa de
Ecologia tem vindo (e vai continuar) a recolher dos sítios LTER (Long Term Ecological Research, www.lterportugal.net) espalhados pelo território nacional e albergando
diferentes habitats e microclimas têm permitido o conhecimento científico sobre
os ecossistemas, tirando partido da relação com a sociedade envolvente. Nesses
locais tem-se estudado, ao longo do tempo, a resposta dos organismos, solo,
plantas e animais. A interdisciplinaridade e a modernidade metodológica da
abordagem permitem a aquisição de conhecimentos sobre a estrutura dos
ecossistemas, a função das espécies, a componente física e humana, incluindo os
sistemas sociais e económicos em que se integram. Os dados adquiridos ao longo
do tempo vão permitir o desenvolvimento de medidas de gestão, baseadas no modo
de interacção entre a natureza, meio físico e biológico, e a sociedade humana.
Ou seja, medidas baseadas nos serviços e produtos que os ecossistemas podem
trazer ao Homem, gerando sustentabilidade e diversificação económica. São estes
conhecimentos que deviam servir de base às futuras políticas de reflorestação,
para melhoria significativa da paisagem Mediterrânica, que tanto atrai o
turismo.
Isto significa educar os jovens, no modo
como olham, tratam e respeitam o ambiente, mas também a sociedade e os
decisores e responsáveis políticos, para saberem usar ferramentas e interpretar
dados que os investigadores produzem. O lançamento, pelo Ministério do
Ambiente, da Estratégia Nacional de Educação Ambiental para o período 2017-2020
merece, pois, ser destacado. Este documento procura enquadrar as políticas ambientais
e o compromisso político que o Governo assumiu com a Agenda 2030 das Nações
Unidas. As actividades vão privilegiar jovens estudantes mas também a formação
a empresários, autarcas, técnicos da administração central e municipal. Esta
formação é fundamental ser implementada tendo presente a descentralização dos
serviços pelos municípios.
Para que queremos o ambiente? Para nosso
conforto e sobrevivência futura. Para isso, a sociedade terá de ser cada vez
mais responsável e apta a defender os interesses de um meio natural que é de
todos e para todos; e o Estado deverá assegurar as condições que permitam a
melhoria da qualidade de vida, individual e colectiva, garantindo os
pressupostos básicos de um desenvolvimento sustentado. No fundo, são os
princípios básicos da Lei de Bases do Ambiente, lançada há 30 anos.
Continuar a ler
Bióloga, professora catedrática da
Universidade de Lisboa; presidente da Sociedade Portuguesa de Ecologia
22 maio 2017
Os bons prometem pouco e fazem muito; os maus prometem muito e fazem pouco.
¿Deficit:
Despesismo ou Investimento?
Faz
hoje (dia 22 de Maio) oitenta e um anos e quinze dias que resido em Vila Real
de Santo António. Neste curto/longo espaço de tempo conheci dezasseis
governantes locais. Iniciei com o José Vítor Adragão e espero ainda conhecer
aquele/aquela que sairá das urnas em Outubro próximo. Revelo-vos uma coisa que
atesta que não sou um cidadão exemplar: Nunca votei! Fi-lo por preguiça e
indolência, mas também e principalmente por ter acumulado uma grande dose de
descrença ao longo de todos estes anos. A demagogia e as promessas incumpridas
são o denominador comum das campanhas eleitorais. De todos - digo todos – os
que nos governaram depois do 25/IV, só gostei de um, que governou quatro anos e
não incumpriu o que prometeu, porque nada prometeu. Ainda hoje é criticado “por
nada ter feito”. No quadriénio que ele governou, pagou dividas herdadas e
amealhou para poderem voltar esbanjar. Governou com sobriedade, moderação e
honestidade… assim todos o tivessem feito!
Hoje,
Autarquia e a “sua prima” SGU devem, - segundo o PS -, cento e sessenta milhões
e se o montante não for este, pouco importa… Sabemos que é muito e eu só sei
que o meu neto (o único a residir no concelho) deve seis mil euros (150
milhões a dividir por 25 mil habitantes).
A
este enorme “buraco” já ouvi chamar-lhe “consequência da crise internacional” e
ultimamente “investimento”. Mas a etiqueta pouco importa.
Nesta
pr´-campanha,
ainda não ouvi nenhum dos candidatos, concorrentes à liderança da Autarquia, dizer
com claridade como pensa equilibrar as contas municipais no seu mandato. E não
basta dizerem-me «…terá como objectivo
prioritário equilibrar as contas…». Isto sabemos nós… “de boas
intenções está o inferno cheio”!
Prometo-vos:
«Se um dos candidatos me explicar com claridade como “vai arrumar a casa”, eu
VOTAREI NELE/NELA!
Entretanto,
perante a “surdez” dos nossos governantes locais, reiniciaram a remarcação dos
lugares de estacionamento, mantendo todos aqueles que infringem CLARAMENTE o
que está previsto no Código da Estrada. Muitas destas situações (viaturas
estacionadas junto às esquinas – a menos de cinco metros) causam problemas para
as viaturas em circulação que querem virar 90º à direita ou à esquerda.
Resta-nos
a esperança que as entidades a quem compete fazer cumprir a Lei, actuem com
firmeza, demonstrando mais uma vez que não se deixam subjugar pelo poder
politico.
Aproveito
para felicitar todas as forças públicas locais que foram merecidamente
homenageadas no passado dia 13 de Maio (Dia da Cidade).
21
de Maio de 2017
Luigi Rolla
13 maio 2017
A NOSSA HOMENAGEM AO HUMBERTO GUERREIRO
A AMA presta a sua homenagem a quem foi pioneiro em VRSA na sensibilização para a defesa do meio ambiente.
O nosso reconhecimento e obrigado.
O nosso reconhecimento e obrigado.
10 maio 2017
CONTRACTOS ETERNOS
Faltam cinco meses para as eleições autárquicas pelo que é espantoso que se permita a uma vereação que está de saída fazer contractos por 50 ANOS.
Nem a ler se acredita, todos os limites foram ultrapassados.
Nem a ler se acredita, todos os limites foram ultrapassados.
07 maio 2017
GESTÃO CAMARÁRIA DE VRSA NA ANÁLISE DE JOÃO SANTOS
Requalificação de Monte
Gordo preocupa Almargem
«Com o aparente abrandamento da crise, as nuvens negras dos interesses especulativos voltam a pairar sobre o Algarve», prevê João Santos, dirigente da Almargem. Ao longo das próximas semanas, esta associação ambientalista vai alertar a opinião pública para «um novo e epidémico surto de destruição e ocupação de zonas costeiras». A primeira chamada de atenção é sobre Vila Real de Santo António.
por Bruno Filipe Pires Maio 1, 2017
Pergunte-se a João
Santos, prestes a somar 30 anos de intervenção cívica, o que mais há de
preocupante hoje no Algarve. «Tanta coisa. É só dizer o nome de um concelho.
Mas, sobretudo, continua a haver alguma má gestão e insensibilidade absoluta em
relação ao litoral». Neste sentido, ainda na semana passada, a Almargem enviou
uma nota à imprensa na qual contesta algumas situações previstas para a orla
costeira e zona ribeirinha no concelho de Vila Real de Santo António. Em causa
está, sobretudo, a «pretensa requalificação» da zona poente de Monte Gordo.
«Vão construir um novo hotel junto à praia dos pescadores, onde hoje estão dois
pequenos campos desportivos e o bar de uma associação local de mariscadores. Há
alguns anos foi aprovado um plano onde se previa que novas construções pudessem
vir a ocupar os terrenos que estão vagos» na extremidade ocidental da Avenida
Infante Dom Henrique, dentro da malha urbana. Segundo João Santos, o atual
Plano de Pormenor (PP) de Monte Gordo Poente prevê ali a construção e edifícios
de nove pisos, um pouco na linha dos que já lá existem. O problema é que «a
Câmara Municipal de Vila Real de Santo António vendeu um lote com cerca de 0,8
hectares, ao grupo Hoti, para construção de um hotel de luxo com quatro pisos,
no lugar onde hoje se situam o pequeno complexo desportivo e o bar dos
mariscadores», já quase em cima do areal da praia.
Tal área faz parte de
uma faixa de sete hectares desafetada, em 2010, ao domínio público, «na altura
com base numa alegada intenção de construir apenas um parque de estacionamento
e outros equipamentos sociais». João Santos não compreende, portanto, «a
incoerência do executivo autárquico. Se fosse algo que tivesse sido feito por
duas câmaras municipais diferentes, bem, poderia ter havido um entendimento
distinto sobre o mesmo assunto. Mas não é isso que se passa. O mesmo executivo
que tinha a perspetiva de compor, de alinhar os espaços que estão livres na
marginal de Monte Gordo, com investimentos e empreendimentos, de um momento
para o outro, ignora o que lá existe e permite ocupar zonas em que ainda há
dúvidas se são, ou não, do domínio público marítimo», explica ao «barlavento».
O local onde ficará o
novo hotel, praticamente dentro do areal.
Durante uma visita
recente ao local, «a ideia com que eu fiquei é que as pessoas já estão
convencidas que pouco mais há a fazer, embora, alguns moradores de um dos
prédios que vão ficar com a vista para o mar bloqueada pelo futuro hotel,
tenham interposto em tribunal uma providencia cautelar».
O dirigente da
Almargem vai mais longe: «ao contrário do que acontece, por exemplo, em
Quarteira, esta é uma praia que ganhou areia ao longo dos anos. Pelos vistos,
há quem ache que é tanta a areia que tem de ser urbanizada», ironiza.
E mais: «isto vai além
da legalidade. O Plano de Pormenor prevê para este espaço equipamentos sociais
e desportivos. Será que um hotel é um equipamento desportivo?», questiona.
Segundo o responsável da Almargem, em breve deverá ser apresentada a proposta
de alteração do PDM, embora «vão fazer a discussão pública de uma coisa que já
está decidida, apenas para ficar tudo legal».
Isto porque ainda «há dúvidas em relação ao limite superior do domínio público marítimo, se é uma simples margem acima da altura máxima de maré, ou se deve englobar toda a praia. Mas como você sabe a interpretação das leis é feita à medida da carteira que pesa mais», ironiza de novo.
Isto porque ainda «há dúvidas em relação ao limite superior do domínio público marítimo, se é uma simples margem acima da altura máxima de maré, ou se deve englobar toda a praia. Mas como você sabe a interpretação das leis é feita à medida da carteira que pesa mais», ironiza de novo.
02 maio 2017
QUE O FAROL ILUMINE O CAMINHO A VRSA
Divulgamos o presente comunicado da Almargem pela sua oportunidade e
por sintetizar num só documento várias situações que a AMA tem vindo a
denunciar há alguns anos, como este blogue comprova.
A junção das violações e ilegalidades dá maior visibilidade e coerência
aos ataques ao meio ambiente e património ambiental para negócios especulativos
pela Câmara/SGU de VRSA.
O caso da tomada de posse dos terrenos do Parque de Campismo de Monte
Gordo, pertencentes à Mata Nacional das Dunas, através de uma escritura de
usucapião feita no Porto, é um dos casos mais graves, como neste blogue nas
etiquetas usucapião se pode constatar.
A ofensiva camarária é global sobre toda a zona costeira do concelho e
margem ribeirinha do Guadiana. A cinco meses das eleições autárquicas
verifica-se o frenesim para despachar e privatizar o que for possível, criando
factos consumados em prejuízo do concelho e sua população.
O silêncio conivente da imprensa local sobre estes factos é preocupante.
AMA
ASSOCIAÇÃO
ALMARGEM
Destruição do Litoral do Algarve - 2ª fase em marcha já em Vila Real de
Santo António
Terça, 18
Abril 2017 11:31
Com o
aparente abrandamento da crise económica, as nuvens negras dos interesses
especulativos voltam a pairar sobre o Algarve. A Associação Almargem
receia que um novo e epidémico surto de destruição e ocupação de zonas
costeiras ou interiores esteja à beira de eclodir, pelo que pretende
alertar a opinião pública para esse facto, começando pelo litoral do
concelho de Vila Real de Santo António.
Zona Norte
Para a
frente ribeirinha norte da cidade de Vila Real de Santo António, entre a
Avenida da República e o rio Guadiana, está prevista a ocupação do
espaço, até agora detido pela Docapesca, por um empreendimento turístico
de contornos ainda pouco conhecidos, o qual incluiria várias unidades
hoteleiras e até um cais para iates. Iria ocupar uma faixa entre o actual
Porto de Pesca e a antiga estação de caminhos de ferro, numa extensão de
cerca de 500 metros. Do outro lado da avenida, permanecem vários armazéns
e antigas fábricas de conservas abandonadas, cuja área está também disponibilizada
para construção (Plano de Pormenor do Cemitério), a qual até seria
aceitável se fosse de dimensões e arquitectura adequadas, embora estejam
previstos edifícios com pelo menos 8 pisos.
Porto de Recreio
Actualmente
com 360 postos de amarração, está prevista a ampliação do Porto de
Recreio de Vila Real de Santo António para mais 200 lugares. Esta
expansão seria totalmente realizada frente ao Jardim Sul da Avenida da
República, cujas belas panorâmicas hoje abrangem apenas o rio Guadiana e a
sua margem espanhola, as quais seriam assim substituídas por uma barreira
visual de barcos de recreio. Por outro lado, o próprio Jardim Sul seria
parcialmente destruído para dar lugar a mais espaço de estacionamento
e estabelecimentos de restauração de apoio ao porto de recreio.
Zona Sul
Na zona a
sul da Rotunda dos Atuns, hoje essencialmente ocupada por armazéns em
grande parte abandonados e por instalações de construção e manutenção
naval, está previsto o Empreendimento Turístico do Passeio de Santo
António, abrangendo a construção de 3 hotéis, de volumetria desconhecida.
Ponta da Areia
Há muitos
anos que se prevê aqui a construção de uma Marina com hotéis,
apartamentos e campo de golfe, projecto que permanece pouco claro mas
sempre omnipresente. Iria ocupar uns 100 hectares de terreno, incluindo
uma faixa da Mata Nacional e a zona húmida existente na Ponta da Areia,
sistematicamente ignorada e abandonada ao longo dos anos, justamente para
não se tornar um obstáculo ao avanço deste projecto. Cerca de 40% da frente
marítima da Praia de Santo António e da Mata de Monte Gordo seriam
gravemente afectados.
Monte Gordo Nascente
Prevê-se a
construção de alguns empreendimentos turísticos na zona fronteira aos
hotéis Vasco da Gama e Dunas Mar, pelo menos um deles ocupando
previsivelmente uma parte dos terrenos hoje integrados no Parque de
Campismo.
Praia de Monte Gordo
A
reabilitação em curso tem alguma justificação, sobretudo no que respeita
os aspectos de salubridade dos restaurantes e apoios de praia existentes.
No entanto, o carácter tradicional destes equipamentos deveria ser
mantido, ao invés de serem substituídos por edifícios de traça modernista
com qualidade muito duvidosa, alguns dos quais nem sequer poderão ser
assumidos pelos actuais proprietários devido aos custos inerentes às
obras em causa. Pior ainda é o projecto de construção de um passadiço
sobrelevado com 2 kms de extensão, uma autêntica aberração que vai
introduzir uma nota dissonante e uma barreira visual para os banhistas e
utentes dos apoios de praia.
Monte Gordo Poente
Este é
talvez um dos pontos da pretensa requalificação do litoral do concelho de
Vila Real de Santo António que tem merecido mais atenção mediática. O
actual Plano de Pormenor de Monte Gordo Poente prevê a ocupação de dois
espaços vazios na frente urbana da extremidade ocidental da Avenida
Infante D. Henrique por edifícios de 9 pisos, um pouco na linha dos que
já lá existem. Do outro lado da avenida apenas estão previstos a
construção de um novo apoio de praia e a manutenção dos espaços
desportivos e sociais actualmente existentes. No entanto, a Câmara
Municipal vendeu há tempos precisamente nesta zona e por vários milhões
de euros um lote com cerca de 0,8 hectares, ao grupo Hoti, para
construção de um hotel de luxo com 4 pisos, no lugar onde hoje se situam
um pequeno complexo desportivo a céu aberto e o bar da associação de
mariscadores. A área em causa encontra-se integrada numa faixa de 7
hectares desafectada, em 2010, do Domínio Público, na altura com alegada
intenção de construir apenas um parque de estacionamento e outros
equipamentos sociais. Isto é, ao arrepio do que está previsto no PDM, no
Plano de Pormenor e no próprio processo de intenções associado à
alienação do Domínio Público, o Executivo Municipal quer agora permitir a
construção de um hotel praticamente dentro da praia e em cima da área
tradicionalmente utilizada pelos pescadores e mariscadores de Monte
Gordo, em vez de utilizar para esse efeito espaços disponíveis na actual
malha urbana. Daí a proposta de alteração do PDM que, em breve, irá ser
apresentada, como forma de procurar limpar toda esta incrível
ilegalidade, a qual já provocou a apresentação de uma providência
cautelar por parte de residentes locais.
A Direção
16 abril 2017
A AR E OS SEUS ADVOGADOS DO DIABO
QUANDO VEMOS AS CONTAS CAMARÁRIAS E CONSTATAMOS AS DESPESAS COM ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS PARA LIVRAREM A AUTARQUIA DE APERTOS, NÃO PODEMOS DEIXAR DE DAR RAZÃO A QUEM ESCREVE ESTE ARTIGO.
SÃO SITUAÇÕES E FACTOS COMO NESTE TEXTO DESCRITAS E DENUNCIADAS QUE MINAM A CONFIANÇA E A CREDIBILIDADE NA DEMOCRACIA.
SÃO SITUAÇÕES E FACTOS COMO NESTE TEXTO DESCRITAS E DENUNCIADAS QUE MINAM A CONFIANÇA E A CREDIBILIDADE NA DEMOCRACIA.
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Este é um modelo que
representa o “modus faciendi” das sociedades de advogados. Usam a sua posição
de comentadores nas televisões a seu bel-prazer para defender os interesses
dos seus clientes e camuflar a informação negativa.
IRMANDADES. SECRETAS E PERVERSAS.
Uma das mais poderosas sociedades de advogados nacional, a PLMJ, foi recentemente investigada no caso da “Máfia do Sangue”. Um dos seus sócios foi mesmo constituído arguido. Dois dos seus mais proeminentes representantes são José Miguel Júdice e Nuno Morais Sarmento, ambos advogados, políticos e comentadores televisivos, na RTP e na TVI. Nos seus programas semanais, ambos fugiram ao tema escaldante da corrupção nos negócios do sangue, com a cumplicidade dos jornalistas que, embevecidos, os entrevistavam. Este é um modelo que representa o “modus faciendi” das sociedades de advogados. Usam a sua posição de comentadores nas televisões a seu bel-prazer para defender os interesses dos seus clientes e camuflar a informação negativa. Exemplos de personalidades de tripla face (políticos, comentadores e advogados) são muitos. Temos, assim, António Vitorino, sócio da firma “Cuatrecasas” ou Marques Mendes, da todo poderosa “Abreu Advogados”. Sociedade igualmente relevante no panorama português é a “Morais Leitão, Galvão Teles Soares da Silva e Associados”. Lança jovens na política e no Direito como os ex-governantes Assunção Cristas, Adolfo Mesquita Nunes ou Paulo Núncio. Ou o actual advogado/deputado do CDS Francisco Mendes da Silva. Os interesses dos seus clientes são defendidos no comentário político televisivo na SIC por Lobo Xavier que comenta toda a actividade política e económica sem que os telespectadores se apercebam das suas ligações ao Grupo Mota-Engil, ao BPI e a outros tantos interesses. É também destas sociedades de causídicos que sai a legislação que mais prejudica os portugueses, como a das ruinosas parcerias público-privadas, elaborada na “Jardim, Sampaio, Magalhães e Silva”, a que dão corpo e nome os socialistas Vera Jardim e Jorge Sampaio. Vera Jardim, que debate na rádio com Morais Sarmento, da já citada PLMJ. E até os interesses estrangeiros mais obscuros são representados por estas sociedades. A “Uria Menendez” vem defendendo, através do todo-poderoso Daniel Proença de Carvalho os interesses de Eduardo dos Santos, Ricardo Salgado e Sócrates. Proença faz comentário político na rádio sem revelar quem serve. Preside à Administração do “Jornal de Notícias” e pode assim censurar as vozes incómodas aos negócios dos seus clientes. As sociedades de advogados são, em Portugal, as irmandades perversas do regime, as verdadeiras sociedades secretas. Fazem Leis, dominam a política, condicionam a comunicação social. E os seus membros actuam disfarçados. Paulo Morais http://frentecivica.blogspot.pt/ |
02 abril 2017
POLÍTICA POP- PEQUENA RECTIFICAÇÃO DO ARTIGO PELO AUTOR
“A Política Pop”
O tempo tem confirmado a
distância na política entre a imagem e o conteúdo, entre a pequena verdade dita
para camuflar a grande mentira, agora, disfarçada de ilusão.
As previsões orçamentais da
Câmara e da sua sombra SGU não se confirmam com os resultados apresentados recentemente.
Estimava a SGU, um resultado positivo nos primeiros seis meses de 2016,
e acabou com uma realidade de um prejuízo superior a um milhão de euros.
Os próprios revisores chamam a
atenção para a necessidade de uma transferência financeira por parte da Câmara
de forma a manter viva a SGU que desde a sua criação tem acumulado dívidas.
Apesar desta situação continua a
gastar recursos na gestão da imagem através de ajustes diretos, a saber:
1. Serviços de consultoria no
desenvolvimento de empresas … 51 000 € (valor inicial para três anos,
surpreendentemente, reduzido para um ano)
2. Criação de marca/conceito
MG…..26 000 €
3. Criação de política cultural
….. 8 250€
4. Serviços de caráter comercial
… 38 500 €
5. Serviços de consultoria em
gestão financeira … 66 600 €
6. Apoio Receção e Operação
Complexo Desportivo … 32 000 €
7. Estudo de ordenamento da
circulação e estacionamento … 52 750 €
E a lista poderia continuar com
avenças e assessorias….
A rubrica que maior acréscimo
teve nos custos foi naturalmente subcontratos/ honorários.
Os juros suportados continuam a
crescer como esperado.
São contratos de “tempestade
cerebral e sonora folia”!
Continua preocupada, também, com
a imagem a própria Câmara. São dezenas de cartazes “para convencer” que o
trabalho que foi feito é motivo de orgulho. Afinal, são apenas pequenas obras
ilusoriamente aumentadas para uma realidade que não corresponde àquilo que
vemos.
Ainda, recentemente, exibia a
Câmara a alegria pelo sucesso no aumento de liquidez na tesouraria, obtido à
custa de venda de património municipal e um atraso de quase dois anos no
pagamento aos fornecedores.
É como acenar com um maço de
notas a quem devemos dinheiro!
Os números da situação financeira
da Câmara e da SGU merecem mais atenção por parte das entidades responsáveis, a
continuada alienação de património, o deferimento de pagamentos são os
alicerces atuais para disfarçar os erros na gestão corrente.
O orçamento corrente está a ser
suportado pelos empréstimos, vendas e dívida. Não vai durar muito esta solução.
Moço de Vila Real
Abril de 2017
30 março 2017
Y-ESSE
"Naqueles dias apareceu um edito de César Augusto,
ordenando o recenseamento de todo o mundo
habitado. Esse recenseamento foi o primeiro enquanto Quirino
era Governador da Síria. E todos iam-se
alistar, cada um na própria cidade. Também José subiu da cidade de Nazaré na
Galileia para a Judeia, na cidade de David, chamada Belém, por ser da casa e da
família de David, para se inscrever com Maria, sua esposa, que estava
grávida".
É sobejamente
conhecida a minha discordância na implementação dos parqueamentos pagos na
nossa Cidade, que tivemos que “engolir” por decisão democraticamente imposta
pela maioria autárquica.
A passagem bíblica
inicialmente citada veio-me em mente perante uma “imposição” da ESSE,
solicitando a presença de todos os residentes na Cidade, proprietários de
viaturas e residentes nas áreas de parqueamento pago. A ordem é taxativa:
“Todos os cidadão atrás referidos devem dirigir-se aos escritórios da ESSE para
“actualizarem os seus dados pessoais”. Atenção: Não só aqueles cujos dados
possam ter sofrido alterações, mas TODOS! E todos aqueles que não cumpriram a
solicitação deparam com um aviso de pagamento de 6,00€, afixado no pára-brisas
da sua viatura. E aqueles que se deslocam à ESSE para serem esclarecidos sobre
o insólito aviso, são informados que “foi só um aviso para actualizarem os
dados e não têm nada que pagar”.
Eu, cujo único dado pessoal
que alterou em relação ao ano passado é de ser um ano mais velho, estou
desejando “de ser avisado”.
¿Mas será de caso que
ninguém nos protege destes abuso dignos de um César Augusto, e que tenhamos
sempre que dizer Y-E$SSE?
Luigi Rolla
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