Faltam cinco meses para as eleições autárquicas pelo que é espantoso que se permita a uma vereação que está de saída fazer contractos por 50 ANOS.
Nem a ler se acredita, todos os limites foram ultrapassados.
O blogue cidadão vr é um meio de informação do Movimento dos Amigos da Mata e do Ambiente sobre a situação do Património Ambiental, Histórico e Cultural do nosso Concelho. Este blogue está ao dispor dos cidadãos de Vila Real de Santo António para o comentarem e darem as suas opiniões, de forma correcta e construtiva. É a nossa contribuição cívica para a vida do nosso concelho
10 maio 2017
07 maio 2017
GESTÃO CAMARÁRIA DE VRSA NA ANÁLISE DE JOÃO SANTOS
Requalificação de Monte
Gordo preocupa Almargem
«Com o aparente abrandamento da crise, as nuvens negras dos interesses especulativos voltam a pairar sobre o Algarve», prevê João Santos, dirigente da Almargem. Ao longo das próximas semanas, esta associação ambientalista vai alertar a opinião pública para «um novo e epidémico surto de destruição e ocupação de zonas costeiras». A primeira chamada de atenção é sobre Vila Real de Santo António.
por Bruno Filipe Pires Maio 1, 2017
Pergunte-se a João
Santos, prestes a somar 30 anos de intervenção cívica, o que mais há de
preocupante hoje no Algarve. «Tanta coisa. É só dizer o nome de um concelho.
Mas, sobretudo, continua a haver alguma má gestão e insensibilidade absoluta em
relação ao litoral». Neste sentido, ainda na semana passada, a Almargem enviou
uma nota à imprensa na qual contesta algumas situações previstas para a orla
costeira e zona ribeirinha no concelho de Vila Real de Santo António. Em causa
está, sobretudo, a «pretensa requalificação» da zona poente de Monte Gordo.
«Vão construir um novo hotel junto à praia dos pescadores, onde hoje estão dois
pequenos campos desportivos e o bar de uma associação local de mariscadores. Há
alguns anos foi aprovado um plano onde se previa que novas construções pudessem
vir a ocupar os terrenos que estão vagos» na extremidade ocidental da Avenida
Infante Dom Henrique, dentro da malha urbana. Segundo João Santos, o atual
Plano de Pormenor (PP) de Monte Gordo Poente prevê ali a construção e edifícios
de nove pisos, um pouco na linha dos que já lá existem. O problema é que «a
Câmara Municipal de Vila Real de Santo António vendeu um lote com cerca de 0,8
hectares, ao grupo Hoti, para construção de um hotel de luxo com quatro pisos,
no lugar onde hoje se situam o pequeno complexo desportivo e o bar dos
mariscadores», já quase em cima do areal da praia.
Tal área faz parte de
uma faixa de sete hectares desafetada, em 2010, ao domínio público, «na altura
com base numa alegada intenção de construir apenas um parque de estacionamento
e outros equipamentos sociais». João Santos não compreende, portanto, «a
incoerência do executivo autárquico. Se fosse algo que tivesse sido feito por
duas câmaras municipais diferentes, bem, poderia ter havido um entendimento
distinto sobre o mesmo assunto. Mas não é isso que se passa. O mesmo executivo
que tinha a perspetiva de compor, de alinhar os espaços que estão livres na
marginal de Monte Gordo, com investimentos e empreendimentos, de um momento
para o outro, ignora o que lá existe e permite ocupar zonas em que ainda há
dúvidas se são, ou não, do domínio público marítimo», explica ao «barlavento».
O local onde ficará o
novo hotel, praticamente dentro do areal.
Durante uma visita
recente ao local, «a ideia com que eu fiquei é que as pessoas já estão
convencidas que pouco mais há a fazer, embora, alguns moradores de um dos
prédios que vão ficar com a vista para o mar bloqueada pelo futuro hotel,
tenham interposto em tribunal uma providencia cautelar».
O dirigente da
Almargem vai mais longe: «ao contrário do que acontece, por exemplo, em
Quarteira, esta é uma praia que ganhou areia ao longo dos anos. Pelos vistos,
há quem ache que é tanta a areia que tem de ser urbanizada», ironiza.
E mais: «isto vai além
da legalidade. O Plano de Pormenor prevê para este espaço equipamentos sociais
e desportivos. Será que um hotel é um equipamento desportivo?», questiona.
Segundo o responsável da Almargem, em breve deverá ser apresentada a proposta
de alteração do PDM, embora «vão fazer a discussão pública de uma coisa que já
está decidida, apenas para ficar tudo legal».
Isto porque ainda «há dúvidas em relação ao limite superior do domínio público marítimo, se é uma simples margem acima da altura máxima de maré, ou se deve englobar toda a praia. Mas como você sabe a interpretação das leis é feita à medida da carteira que pesa mais», ironiza de novo.
Isto porque ainda «há dúvidas em relação ao limite superior do domínio público marítimo, se é uma simples margem acima da altura máxima de maré, ou se deve englobar toda a praia. Mas como você sabe a interpretação das leis é feita à medida da carteira que pesa mais», ironiza de novo.
02 maio 2017
QUE O FAROL ILUMINE O CAMINHO A VRSA
Divulgamos o presente comunicado da Almargem pela sua oportunidade e
por sintetizar num só documento várias situações que a AMA tem vindo a
denunciar há alguns anos, como este blogue comprova.
A junção das violações e ilegalidades dá maior visibilidade e coerência
aos ataques ao meio ambiente e património ambiental para negócios especulativos
pela Câmara/SGU de VRSA.
O caso da tomada de posse dos terrenos do Parque de Campismo de Monte
Gordo, pertencentes à Mata Nacional das Dunas, através de uma escritura de
usucapião feita no Porto, é um dos casos mais graves, como neste blogue nas
etiquetas usucapião se pode constatar.
A ofensiva camarária é global sobre toda a zona costeira do concelho e
margem ribeirinha do Guadiana. A cinco meses das eleições autárquicas
verifica-se o frenesim para despachar e privatizar o que for possível, criando
factos consumados em prejuízo do concelho e sua população.
O silêncio conivente da imprensa local sobre estes factos é preocupante.
AMA
ASSOCIAÇÃO
ALMARGEM
Destruição do Litoral do Algarve - 2ª fase em marcha já em Vila Real de
Santo António
Terça, 18
Abril 2017 11:31
Com o
aparente abrandamento da crise económica, as nuvens negras dos interesses
especulativos voltam a pairar sobre o Algarve. A Associação Almargem
receia que um novo e epidémico surto de destruição e ocupação de zonas
costeiras ou interiores esteja à beira de eclodir, pelo que pretende
alertar a opinião pública para esse facto, começando pelo litoral do
concelho de Vila Real de Santo António.
Zona Norte
Para a
frente ribeirinha norte da cidade de Vila Real de Santo António, entre a
Avenida da República e o rio Guadiana, está prevista a ocupação do
espaço, até agora detido pela Docapesca, por um empreendimento turístico
de contornos ainda pouco conhecidos, o qual incluiria várias unidades
hoteleiras e até um cais para iates. Iria ocupar uma faixa entre o actual
Porto de Pesca e a antiga estação de caminhos de ferro, numa extensão de
cerca de 500 metros. Do outro lado da avenida, permanecem vários armazéns
e antigas fábricas de conservas abandonadas, cuja área está também disponibilizada
para construção (Plano de Pormenor do Cemitério), a qual até seria
aceitável se fosse de dimensões e arquitectura adequadas, embora estejam
previstos edifícios com pelo menos 8 pisos.
Porto de Recreio
Actualmente
com 360 postos de amarração, está prevista a ampliação do Porto de
Recreio de Vila Real de Santo António para mais 200 lugares. Esta
expansão seria totalmente realizada frente ao Jardim Sul da Avenida da
República, cujas belas panorâmicas hoje abrangem apenas o rio Guadiana e a
sua margem espanhola, as quais seriam assim substituídas por uma barreira
visual de barcos de recreio. Por outro lado, o próprio Jardim Sul seria
parcialmente destruído para dar lugar a mais espaço de estacionamento
e estabelecimentos de restauração de apoio ao porto de recreio.
Zona Sul
Na zona a
sul da Rotunda dos Atuns, hoje essencialmente ocupada por armazéns em
grande parte abandonados e por instalações de construção e manutenção
naval, está previsto o Empreendimento Turístico do Passeio de Santo
António, abrangendo a construção de 3 hotéis, de volumetria desconhecida.
Ponta da Areia
Há muitos
anos que se prevê aqui a construção de uma Marina com hotéis,
apartamentos e campo de golfe, projecto que permanece pouco claro mas
sempre omnipresente. Iria ocupar uns 100 hectares de terreno, incluindo
uma faixa da Mata Nacional e a zona húmida existente na Ponta da Areia,
sistematicamente ignorada e abandonada ao longo dos anos, justamente para
não se tornar um obstáculo ao avanço deste projecto. Cerca de 40% da frente
marítima da Praia de Santo António e da Mata de Monte Gordo seriam
gravemente afectados.
Monte Gordo Nascente
Prevê-se a
construção de alguns empreendimentos turísticos na zona fronteira aos
hotéis Vasco da Gama e Dunas Mar, pelo menos um deles ocupando
previsivelmente uma parte dos terrenos hoje integrados no Parque de
Campismo.
Praia de Monte Gordo
A
reabilitação em curso tem alguma justificação, sobretudo no que respeita
os aspectos de salubridade dos restaurantes e apoios de praia existentes.
No entanto, o carácter tradicional destes equipamentos deveria ser
mantido, ao invés de serem substituídos por edifícios de traça modernista
com qualidade muito duvidosa, alguns dos quais nem sequer poderão ser
assumidos pelos actuais proprietários devido aos custos inerentes às
obras em causa. Pior ainda é o projecto de construção de um passadiço
sobrelevado com 2 kms de extensão, uma autêntica aberração que vai
introduzir uma nota dissonante e uma barreira visual para os banhistas e
utentes dos apoios de praia.
Monte Gordo Poente
Este é
talvez um dos pontos da pretensa requalificação do litoral do concelho de
Vila Real de Santo António que tem merecido mais atenção mediática. O
actual Plano de Pormenor de Monte Gordo Poente prevê a ocupação de dois
espaços vazios na frente urbana da extremidade ocidental da Avenida
Infante D. Henrique por edifícios de 9 pisos, um pouco na linha dos que
já lá existem. Do outro lado da avenida apenas estão previstos a
construção de um novo apoio de praia e a manutenção dos espaços
desportivos e sociais actualmente existentes. No entanto, a Câmara
Municipal vendeu há tempos precisamente nesta zona e por vários milhões
de euros um lote com cerca de 0,8 hectares, ao grupo Hoti, para
construção de um hotel de luxo com 4 pisos, no lugar onde hoje se situam
um pequeno complexo desportivo a céu aberto e o bar da associação de
mariscadores. A área em causa encontra-se integrada numa faixa de 7
hectares desafectada, em 2010, do Domínio Público, na altura com alegada
intenção de construir apenas um parque de estacionamento e outros
equipamentos sociais. Isto é, ao arrepio do que está previsto no PDM, no
Plano de Pormenor e no próprio processo de intenções associado à
alienação do Domínio Público, o Executivo Municipal quer agora permitir a
construção de um hotel praticamente dentro da praia e em cima da área
tradicionalmente utilizada pelos pescadores e mariscadores de Monte
Gordo, em vez de utilizar para esse efeito espaços disponíveis na actual
malha urbana. Daí a proposta de alteração do PDM que, em breve, irá ser
apresentada, como forma de procurar limpar toda esta incrível
ilegalidade, a qual já provocou a apresentação de uma providência
cautelar por parte de residentes locais.
A Direção
16 abril 2017
A AR E OS SEUS ADVOGADOS DO DIABO
QUANDO VEMOS AS CONTAS CAMARÁRIAS E CONSTATAMOS AS DESPESAS COM ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS PARA LIVRAREM A AUTARQUIA DE APERTOS, NÃO PODEMOS DEIXAR DE DAR RAZÃO A QUEM ESCREVE ESTE ARTIGO.
SÃO SITUAÇÕES E FACTOS COMO NESTE TEXTO DESCRITAS E DENUNCIADAS QUE MINAM A CONFIANÇA E A CREDIBILIDADE NA DEMOCRACIA.
SÃO SITUAÇÕES E FACTOS COMO NESTE TEXTO DESCRITAS E DENUNCIADAS QUE MINAM A CONFIANÇA E A CREDIBILIDADE NA DEMOCRACIA.
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Este é um modelo que
representa o “modus faciendi” das sociedades de advogados. Usam a sua posição
de comentadores nas televisões a seu bel-prazer para defender os interesses
dos seus clientes e camuflar a informação negativa.
IRMANDADES. SECRETAS E PERVERSAS.
Uma das mais poderosas sociedades de advogados nacional, a PLMJ, foi recentemente investigada no caso da “Máfia do Sangue”. Um dos seus sócios foi mesmo constituído arguido. Dois dos seus mais proeminentes representantes são José Miguel Júdice e Nuno Morais Sarmento, ambos advogados, políticos e comentadores televisivos, na RTP e na TVI. Nos seus programas semanais, ambos fugiram ao tema escaldante da corrupção nos negócios do sangue, com a cumplicidade dos jornalistas que, embevecidos, os entrevistavam. Este é um modelo que representa o “modus faciendi” das sociedades de advogados. Usam a sua posição de comentadores nas televisões a seu bel-prazer para defender os interesses dos seus clientes e camuflar a informação negativa. Exemplos de personalidades de tripla face (políticos, comentadores e advogados) são muitos. Temos, assim, António Vitorino, sócio da firma “Cuatrecasas” ou Marques Mendes, da todo poderosa “Abreu Advogados”. Sociedade igualmente relevante no panorama português é a “Morais Leitão, Galvão Teles Soares da Silva e Associados”. Lança jovens na política e no Direito como os ex-governantes Assunção Cristas, Adolfo Mesquita Nunes ou Paulo Núncio. Ou o actual advogado/deputado do CDS Francisco Mendes da Silva. Os interesses dos seus clientes são defendidos no comentário político televisivo na SIC por Lobo Xavier que comenta toda a actividade política e económica sem que os telespectadores se apercebam das suas ligações ao Grupo Mota-Engil, ao BPI e a outros tantos interesses. É também destas sociedades de causídicos que sai a legislação que mais prejudica os portugueses, como a das ruinosas parcerias público-privadas, elaborada na “Jardim, Sampaio, Magalhães e Silva”, a que dão corpo e nome os socialistas Vera Jardim e Jorge Sampaio. Vera Jardim, que debate na rádio com Morais Sarmento, da já citada PLMJ. E até os interesses estrangeiros mais obscuros são representados por estas sociedades. A “Uria Menendez” vem defendendo, através do todo-poderoso Daniel Proença de Carvalho os interesses de Eduardo dos Santos, Ricardo Salgado e Sócrates. Proença faz comentário político na rádio sem revelar quem serve. Preside à Administração do “Jornal de Notícias” e pode assim censurar as vozes incómodas aos negócios dos seus clientes. As sociedades de advogados são, em Portugal, as irmandades perversas do regime, as verdadeiras sociedades secretas. Fazem Leis, dominam a política, condicionam a comunicação social. E os seus membros actuam disfarçados. Paulo Morais http://frentecivica.blogspot.pt/ |
02 abril 2017
POLÍTICA POP- PEQUENA RECTIFICAÇÃO DO ARTIGO PELO AUTOR
“A Política Pop”
O tempo tem confirmado a
distância na política entre a imagem e o conteúdo, entre a pequena verdade dita
para camuflar a grande mentira, agora, disfarçada de ilusão.
As previsões orçamentais da
Câmara e da sua sombra SGU não se confirmam com os resultados apresentados recentemente.
Estimava a SGU, um resultado positivo nos primeiros seis meses de 2016,
e acabou com uma realidade de um prejuízo superior a um milhão de euros.
Os próprios revisores chamam a
atenção para a necessidade de uma transferência financeira por parte da Câmara
de forma a manter viva a SGU que desde a sua criação tem acumulado dívidas.
Apesar desta situação continua a
gastar recursos na gestão da imagem através de ajustes diretos, a saber:
1. Serviços de consultoria no
desenvolvimento de empresas … 51 000 € (valor inicial para três anos,
surpreendentemente, reduzido para um ano)
2. Criação de marca/conceito
MG…..26 000 €
3. Criação de política cultural
….. 8 250€
4. Serviços de caráter comercial
… 38 500 €
5. Serviços de consultoria em
gestão financeira … 66 600 €
6. Apoio Receção e Operação
Complexo Desportivo … 32 000 €
7. Estudo de ordenamento da
circulação e estacionamento … 52 750 €
E a lista poderia continuar com
avenças e assessorias….
A rubrica que maior acréscimo
teve nos custos foi naturalmente subcontratos/ honorários.
Os juros suportados continuam a
crescer como esperado.
São contratos de “tempestade
cerebral e sonora folia”!
Continua preocupada, também, com
a imagem a própria Câmara. São dezenas de cartazes “para convencer” que o
trabalho que foi feito é motivo de orgulho. Afinal, são apenas pequenas obras
ilusoriamente aumentadas para uma realidade que não corresponde àquilo que
vemos.
Ainda, recentemente, exibia a
Câmara a alegria pelo sucesso no aumento de liquidez na tesouraria, obtido à
custa de venda de património municipal e um atraso de quase dois anos no
pagamento aos fornecedores.
É como acenar com um maço de
notas a quem devemos dinheiro!
Os números da situação financeira
da Câmara e da SGU merecem mais atenção por parte das entidades responsáveis, a
continuada alienação de património, o deferimento de pagamentos são os
alicerces atuais para disfarçar os erros na gestão corrente.
O orçamento corrente está a ser
suportado pelos empréstimos, vendas e dívida. Não vai durar muito esta solução.
Moço de Vila Real
Abril de 2017
30 março 2017
Y-ESSE
"Naqueles dias apareceu um edito de César Augusto,
ordenando o recenseamento de todo o mundo
habitado. Esse recenseamento foi o primeiro enquanto Quirino
era Governador da Síria. E todos iam-se
alistar, cada um na própria cidade. Também José subiu da cidade de Nazaré na
Galileia para a Judeia, na cidade de David, chamada Belém, por ser da casa e da
família de David, para se inscrever com Maria, sua esposa, que estava
grávida".
É sobejamente
conhecida a minha discordância na implementação dos parqueamentos pagos na
nossa Cidade, que tivemos que “engolir” por decisão democraticamente imposta
pela maioria autárquica.
A passagem bíblica
inicialmente citada veio-me em mente perante uma “imposição” da ESSE,
solicitando a presença de todos os residentes na Cidade, proprietários de
viaturas e residentes nas áreas de parqueamento pago. A ordem é taxativa:
“Todos os cidadão atrás referidos devem dirigir-se aos escritórios da ESSE para
“actualizarem os seus dados pessoais”. Atenção: Não só aqueles cujos dados
possam ter sofrido alterações, mas TODOS! E todos aqueles que não cumpriram a
solicitação deparam com um aviso de pagamento de 6,00€, afixado no pára-brisas
da sua viatura. E aqueles que se deslocam à ESSE para serem esclarecidos sobre
o insólito aviso, são informados que “foi só um aviso para actualizarem os
dados e não têm nada que pagar”.
Eu, cujo único dado pessoal
que alterou em relação ao ano passado é de ser um ano mais velho, estou
desejando “de ser avisado”.
¿Mas será de caso que
ninguém nos protege destes abuso dignos de um César Augusto, e que tenhamos
sempre que dizer Y-E$SSE?
Luigi Rolla
27 março 2017
SÓ CONVERSA
SÓ CONVERSA
Estamos a assistir ao assalto final aos
bens patrimoniais do Concelho de Vila Real de Santo António.
As eleições autárquicas serão certamente
em Outubro, faltam seis meses mais dia menos dia, e após tantas promessas de
negócios fabulosos com investimentos de centenas de milhões, 5 planos de
pormenor com hotéis de 5 estrelas e de charme
por todo o lado, visitas ao estrangeiro e muita publicidade enganosa, resta
uma dívida colossal como diria o ex-ministro Gaspar, obras inacabadas,
privatizações lesivas dos interesses da população e dos trabalhadores
camarários, e pressa, muita pressa para entregar algumas áreas camarárias ao
sector privado.
Destruir equipamentos e não os melhorar,
abater árvores e eliminar zonas verdes são os últimos planos conhecidos. A
conversa é sempre a mesma, "investimentos estruturantes", criação de
"postos de trabalho" etc.
Agora, para justificar a destruição em
vista de parte substancial do complexo desportivo descobrem que Vila Real
necessita de "novas áreas de expansão urbana" e, para tal, é
necessário a "reclassificação de solo rústico em solo urbano", face à
"estimativa de crescimento demográfico deste concelho". Quem fez a
estimativa?
Sentido de humor não falta, capacidade
inventiva para contar anedotas também não. A câmara faz planos, os terrenos
valorizam e,
está claro, para uma melhor "concertação
entre o interesse público e privado".
Em Vila Real e no concelho não faltam
áreas industriais abandonadas, em particular na Avª da República, em zona nobre
com o rio Guadiana à janela. Por essa Europa uma cidade que tenha um rio é
aproveitado ao máximo como factor de valorização.
Para quê então ir destruir campos de
ténis e de jogos para meter lá um supermercado Modelo e um hotel muito
estrelado por 30 anos? Qual a utilidade de diminuir a área desportiva quando
tanto se gaba a dita como uma das melhores a nível nacional?
Esta operação urbanística que no nosso
entender está ferida de ilegalidades e violadora do PDM não será o pretexto
para justificar a "necessidade" de avançar pela Mata Nacional das
Dunas dentro?
(ver mapa 1 com as zonas abandonadas ou
"vazias" de VRSA, que poderiam e deveriam ter preferência na ocupação
de solos. Os PP são as áreas dos planos de pormenor anunciados várias vezes
anos e anos a fio e que não saíram do papel. Quanto custaram?)
Aliás temos aí o Parque Aventura a
dar-nos razão (ver mapa 2).
Mapa 1
Mapa 2
Afirmou o Srº Luís Gomes no
comício-jantar de apresentação da vereadora a candidata à presidência camarária
: "ao contrário do que alguns dizem, o município não está falido".
Será!, então qual a razão dos programas que foi obrigado a aceitar para
resolver problemas de dívidas a fornecedores etc...?
Parece que as contas não lhe correm bem,
por exemplo as da SGU referentes a 2016 apresentam saldo negativo de mais de um
milhão.
Ora vejam:
AMA
26 fevereiro 2017
QUEM CALA CONSENTE
QUEM CALA CONSENTE
As eleições autárquicas de 2017 vão encontrar em VRSA uma autarquia
arruinada e oca, como uma conquilha sem miolo, pois quase tudo foi vendido e
passado para a especulação privada: água, esgotos, saneamento, recolha de
resíduos sólidos, áreas significativas do complexo desportivo e de outros
locais do concelho, património imobiliário por vezes por 30 e 50 anos,
delapidando-se assim a herança que muitas gerações de vila-realenses
construíram.
A Câmara e a Assembleia Municipal aprovaram recentemente só com os
votos do PSD/PPD e a abstenção conivente do PS em algumas votações, mais uma
machadada na capacidade da autarquia poder agir na defesa do Concelho e dos
interesses e futuro da sua população.
O PDM é sistematicamente violado com a cumplicidade da Assembleia Municipal. Os planos de pormenor
foram uma farsa que só serviram para propaganda enganosa prometendo centenas e
centenas de milhões invisíveis.
A SGU passou a gerir as principais áreas de intervenção camarária como
o ordenamento e os fundos comunitários, retirando aos autarcas eleitos pela
população a possibilidade de intervenção política e democrática na vida
concelhia. A cidadania ignorada e desprezada como se constatou com o destino dado
a milhares de assinaturas contra o estacionamento pago até aos domingos e feriados
e que foram para o lixo.
As taxas municipais são as mais altas para financiar a dívida camarária
que continua a crescer.
Tudo ad hoc, planeamento não há, só negócios.
A população está desinformada, há silêncio cúmplice dos órgãos de
informação locais, a oposição política local pouco ou nada diz.
A AMA continuará, como há anos vem fazendo, a erguer a sua voz e a
denunciar ilegalidades à população e a quem de direito. Dom Quixotes?, talvez!,
mas depois não nos venham dizer que não sabiam.
VRSA, 16 de Setembro de 2016-09-16
AMA
22 fevereiro 2017
AFINAL NÃO FOI CONNOSCO
Há tempos o Srº Luís Gomes afirmou que por causa da AMA a câmara já tinha gasto com advogados centenas de milhares de euros.
Se tinha gasto era porque os tribunais tinham achado fundamentadas as nossas participações.
Mas, pelos vistos, tal despesa não foi connosco. Olhando o que se publica constata-se que por ilegalidades supostas ou verdadeiras a autarquia teve de recorrer a advogados, não a qualquer um, mas a escritórios que se sabe não são baratos.
Se cometeu ilegalidades causou um duplo prejuízo ao concelho, o custo das ilegalidades propriamente ditas mais as despesas pagas aos advogados. Quem pagou tudo? Os nossos impostos.
A SOMA É BONITA !
Se tinha gasto era porque os tribunais tinham achado fundamentadas as nossas participações.
Mas, pelos vistos, tal despesa não foi connosco. Olhando o que se publica constata-se que por ilegalidades supostas ou verdadeiras a autarquia teve de recorrer a advogados, não a qualquer um, mas a escritórios que se sabe não são baratos.
Se cometeu ilegalidades causou um duplo prejuízo ao concelho, o custo das ilegalidades propriamente ditas mais as despesas pagas aos advogados. Quem pagou tudo? Os nossos impostos.
A SOMA É BONITA !
17 fevereiro 2017
DISSE E FAZ!
Aqui há tempos disse o Srº Luís Gomes que o seu trabalho agora era "vender o Concelho". Temos de reconhecer que está a ser coerente.
Para quem não conhece as intenções e propósitos da actual gestão camarária PSD assinalamos no mapa os locais onde tencionam implantar o Continente e o hotel.
Onde está desenhado um rectângulo é a zona do Continente(supermercado). Certamente a área será muito maior, não se acredita que o Continente fique sem espaço para estacionamento próprio. Onde, talvez ocupando o lugar das árvores.
Junto ao Farol é o hotel, com uma extensa área de ocupação.
Do Parque Infantil, já foram retirados, há anos, os equipamentos para as
crianças brincarem.
Em VRSA temos o Corvo, o Lidl, o Pingo Doce, os Três Mosqueteiros, o
Dia e mais uma série de minimercados e mercearias.
Em Ayamonte, ao lado do Mercadona está em construção mais um Lidl que
irá concorrer com o de VRSA. Isto é de loucos.
Na zona do Complexo Desportivo já temos o tal "pavilhão
multiusos" de mais de 6 milhões de euros sem uso nenhum. A propósito, dado
as peripécias que envolveram a autarquia, a IRU e a UNIFARO a quem pertence o pavilhão? Será ainda da
Câmara?
Na Avª da República temos grandes áreas industriais degradadas ou em
ruínas, não aproveitadas mas insistem em continuar a construir em zonas da Mata
e espaços verdes, derrubando árvores e destruindo equipamentos, como é ocaso.
Valorizava a marginal do Guadiana se esses tão badalados "hotéis
de charme" fossem ali construídos e não na Praça Marquês de Pombal,
privatizando edifícios camarários com 241 anos. Durante mais de dois séculos
ninguém ousou delapidar a herança patrimonial e agora até o edifício camarário
está penhorado. Como podemos classificar isto?
Na praça os hotéis não terão acesso por automóvel, coisa diferente
seria na marginal com possibilidade de se criar estacionamento suficiente.
Uma vez que a Câmara, isto é o Luís Gomes, afirma que quer prestar
contas ???, perguntamos quanto custaram aqueles 42 candeeiros ( dois já
desapareceram ?) da Avª das Comunidades Portuguesas que, à noite, nos cegam com
a sua potente luz. Consta que foram 168 mil euros no total?
E o terreno que deram à falida Vilaliving para o edifício dos cuidados
continuados, a câmara já recuperou a posse ou continua na posse da moribunda?
E assim vai o concelho, e vamos nós sofrendo as consequências dos grandes "negócios" e da megalomania de alguns que para tal não foram mandatados.
E assim vai o concelho, e vamos nós sofrendo as consequências dos grandes "negócios" e da megalomania de alguns que para tal não foram mandatados.
07 fevereiro 2017
PÚBLICO SOBRE HOTEL SOBRE A PRAIA EM MG
O Jornal Público trouxe esta reportagem sobre Monte Gordo e as peripécias camarárias com terrenos públicos, coisa já várias vezes denunciadas neste blogue. Nada de novo, portanto. Deveria é ser estabelecido um prémio quando houver uma obra camarária que não levante objecções e cumpra todas as regras e disposições legais.
AMA
Câmara de Vila
Real de Sto António vende terreno para hotel em cima da praia de Monte Gordo
Colado à praia de Monte Gordo, vai surgir um hotel numa zona que estava
destinada ao desporto e lazer. Na faixa do lado nascente, mais dois
empreendimentos turísticos estão previstos
5 de
Fevereiro de 2017
A
construção de um hotel de quatro pisos, colado às dunas da praia de Monte
Gordo, é uma das obras incluídas no pacote dos projectos de requalificação
desta zona balnear. O lote, uma área de 6.376 metros quadrados não urbanizável,
foi vendido pela câmara de Vila Real de Stº António a uma cadeia hoteleira por
3,6 milhões de euros. A par desta operação urbanística, a autarquia avança já a
partir de amanhã com a construção de um passadiço pedonal sobrelevado com dois
quilómetros de extensão, que vai custar um milhão de euros, financiado em 85%
com fundos comunitários.
Do outro
lado da Avenida Infante D. Henrique, onde pontuam prédios de diferentes formas
e alturas, surgem vozes de protesto. Mais de 60 condóminos, proprietários do
edifício “Rosa dos Ventos”, de nove pisos, vão avançar com uma providência
cautelar destinada a impedir a construção da nova unidade hoteleira. Em causa,
alegam, estará a violação do Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC)
Vilamoura-Vila Real de Stº António. Neste documento, afirmam, o que se
preconiza é a “requalificação do passeio marginal, não a construção de mais prédios”.
A nova
unidade hoteleira vai surgir a 15 metros de distância da praia, no espaço que é
ocupado, actualmente, por dois courts de ténis municipais, um polidesportivo
descoberto e um bar da associação dos mariscadores. De acordo com a proposta de
requalificação, apresentada pelo município, depois destas instalações serem
demolidas os desportistas passarão a utilizar os courts de ténis do parque de
campismo. O apoio de praia dos mariscadores será deslocalizado e no seu lugar
está projectada a construção da piscina do hotel.
António
Melo, proprietário de um apartamento T1, no 6º piso do edifício “Rosa dos
Ventos”, admite o logro em que caiu quando, em 1993, ali comprou casa de
férias: “Para ficar com vista para a praia e mar, exigiram-me mais 12.500 euros
do valor que me custaria um outro apartamento, no mesmo prédio, sem esse
privilégio”. Decepcionado com as perspectivas que se desenham, protestou junto
da câmara e da assembleia municipal. “Na vida, tudo muda”, disseram-lhe. No que
lhe diz respeito, admite que possa continuar a ver o mar (só lhe tapam a vista
para a praia). Porém, os vizinhos dos andares inferiores, diz, vão ficar a
olhar para as traseiras do novo hotel.
Monte
Gordo, ao invés do que se passa noutros sítios da costa algarvia, aumentou a extensão
da praia nos últimos anos. A acumulação das areias deveu-se ao efeito das
correntes marítimas que transportam os sedimentos, e ali são depositados,
vindos de poente para nascente.
Até
meados da década de 40, quase toda a frente de mar desta zona balnear ainda
estava integrada no Domínio Público Marítimo. Mais tarde, com a evolução do
turismo, a autarquia viria a integrar uma parcela significativa da frente de
mar no Domínio Público Municipal (DPM). Já no mandato dos executivos dirigidos
pelo social-democrata Luís Gomes, em 2010, foi aprovada uma proposta subscrita
pela então vice-presidente da câmara José Carlos Barros para que fosse
desafectada do DPM uma parcela de 72.070 metros quadrados. O terreno,
justificou, destinava-se a ser cedido, por concurso público, a “um parceiro
privado”, constituindo a base da criação de uma sociedade anónima de capitais
mistos para a concessão e exploração de uma parque de estacionamento público
coberto. Mas afinal, um desses lotes foi vendido, por concurso público, ao
grupo Hoti Hotéis com o objectivo de implantar uma unidade hoteleira que pode
chegar aos 8 mil metros quadrados de construção.
Segundo
o POOC [Unidade Operativa do Plano de Gestão (UOPG IX), artigo 89], o que se
prevê para esta zona é uma área de estacionamento “com vista a aliviar o espaço
envolvente à praia, o qual pode ser enterrado”, bem como a “requalificação do
passeio marginal através da introdução de mobiliário e vegetação adequada”. O
presidente da câmara, Luís Gomes, salienta: “Está previsto, também, uma zona
para construir uma unidade hoteleira, razão pela qual foi possível elaborar um
plano, que recebeu o apoio favorável da Agência Portuguesa do Ambiente (APA)”.
Na faixa nascente de Monte Gordo, prevê-se ainda a construção de mais dois
empreendimentos turísticos.
Por
outro lado, o Plano Director Municipal (PDM), aprovado e publicado em 1992, mas
já com quase uma dezena de alterações, define aquela área como sendo destinada
ao desporto, recreio e lazer. “A decisão de vender um lote de terreno para
construir um hotel, numa zona não prevista para o efeito, é ilegal”, diz
Feliciano Gutierres, membro do Grupo de Amigos da Mata e do Ambiente (AMA),
acrescentando que já denunciou a situação junto da câmara municipal, não tendo
obtido resposta. A Polícia Judiciária de Faro, apurou o PÚBLICO, tem um curso
uma investigação sobre este caso.
Eduardo
Veríssimo, outro dos proprietários do edifício “Rosa dos Ventos”, contesta a
forma como o município está a usar o espaço público para servir interesses
privados. “Vamos [condóminos] interpor uma providência cautelar para tentar
travar a construção do hotel, exigindo a reposição da legalidade”, diz. Os
instrumentos de ordenamento do território, sublinha, “não permitem a transacção
que foi feita para fins urbanísticos”. Feliciano Gutierres acrescenta: “Pedimos
o acesso aos documentos relacionados com o destaque da parcela e foi-nos
negado”. O município, questionado pelo PÚBLICO, informou, através do gabinete
de imprensa: “Dentro das regras de transparência, está tudo publicado na página
digital da câmara”.
Direitos adquiridos
Os
concessionários dos apoios de praia, à semelhança do que sucedeu na praia da
Rocha (Portimão), vão ter direito a ficar com as licenças para novos
estabelecimentos, sem necessidade de se submeterem a concurso público. Desde
que tenham cumpridos as suas obrigações para com a Agência Portuguesa do
Ambiente (APA), só ficam obrigados a demolir os actuais estruturas e a pagar a
construção dos novos equipamentos, seguindo as regras do POOC. Em princípio, a
operação de desmantelamento das estruturas estava agendada para se iniciar por
estes dias mas a operação foi adiada para 15 de Outubro. Os empresários pediram
para que as demolições só se realizassem no Outono, com a justificação de que
não tinham meios para fazer as obras a tempo de responder aos fluxos turísticos
previstos para a próxima época balnear. A câmara municipal e a Agência
Portuguesa de Ambiente (APA) aceitaram a proposta.
Na
primeira versão do POOC, publicado em 2005, estava previsto que seriam
contemplados apenas oito estabelecimentos na praia de Monte Gordo. No entanto,
uma alteração ao documento, efectuada no ano passado, alargou para 18 o número
de unidades, contemplando todos os presentes.
“Não me
vou candidatar, porque não tenho dinheiro”, diz Maria Silvina Viegas, dona de
um estabelecimento de exploração familiar. “Sou eu e as milhas três filhas que
aqui trabalhamos, não ganhamos para pagar os impostos, muito menos para fazer
investimentos avultados”, queixa-se. António Calvinho, proprietário do
“Cruzeiro”, elogia a proposta de requalificação da zona balnear. “A praia de
Monte Gordo estava a precisar de ser renovada”, sublinha.
Um dos
aspectos menos visíveis da degradação ambiental relaciona-se com os esgotos dos
bares e restaurantes, a drenar para fossas sépticas, construídas na areia. De
futuro, os estabelecimentos ficarão ligados à rede pública de águas residuais.
A
construção de um apoio de praia tem um custo que varia entre os 75 mil e os 200
mil euros. “Vamos ainda ver se vai haverá algum apoio”, observa António
Calvinho, confiante que os fundos comunitários possam vir a ser alargados aos
privados.
A
câmara, num comunicado divulgado à imprensa, deu notícias de sinal contrário:
“Inicialmente eram os proprietários dos bares e restaurantes que teriam de
pagar o passadiço, de acordo com a legislação em vigor”. A obra acabou por ser
suportada pela autarquia, com a ajuda de fundos comunitários na ordem dos 85% a
90%, “poupando a cada concessionário cerca de 70 mil euros”, acrescenta.
A praia dos
portugueses
Monte
Gordo, no Verão, é um dos destinos turísticos preferidos pelos portugueses,
atraídos, principalmente, pela temperatura da água e a extensão do areal. Mas,
quando se fala de praia em tempo de Inverno, esta zona também se encontra na
linha da frente. “Vim há uma semana da Frankfurt, apanhei 25 graus negativos –
chego aqui, encontro alemães apanhar banhos de sol”. Diamantino Duarte é um dos
muitos portugueses, reformados, que aproveita a época baixa para gozar férias
no Algarve, onde comprou apartamento. “Não percebo é a falta de casas de banho
públicas- espero que não se esqueçam disso, agora que vão fazer obras”, sugere.
José Pegas, dono de um quiosque à entrada da praia, convida a dar uma olhadela
para o lado nascente, e observar a degradação dos espaços verdes e
desordenamento. Um apart-hotel, com 16 pisos, destaca-se na paisagem. Mais à
frente, em direcção ao mar, lá está o hotel “Dunas Mar”, implantado nas dunas,
como se tivesse ali caído do céu.
31 janeiro 2017
O AMBIENTE TEM MUITOS INIMIGOS
A Mata Nacional das Dunas de Vila Real de Santo António, obra plantada pelo homem para segurar as areias, já perdeu um terço da sua área, e as ameaças continuam visando a especulação imobiliária e negócios quando espaços vazios e ruínas industriais não faltam no concelho.
Estamos a constatar que os projectos deste governo para "descentralizar" para as autarquias novas competências nas áreas de reserva ecológica e agrícola por exemplo, acabará por premiar a raposa abrindo a porta do galinheiro.
Basta olhar para os projectos de ocupação da zona do complexo desportivo que levará ao desaparecimento de campos, árvores e espaços, e à construção de um mercado do Continente e espaços de estacionamento para ele.
Publicamos notícias recentes de situações em outros concelhos que confirmam as nossas preocupações.
Nestas notícias é referido que o arquitecto Sidónio Pardal é um inimigo das reservas ecológicas. Recordamos que tem trabalhado para a Câmara de VRSA.
Estamos a constatar que os projectos deste governo para "descentralizar" para as autarquias novas competências nas áreas de reserva ecológica e agrícola por exemplo, acabará por premiar a raposa abrindo a porta do galinheiro.
Basta olhar para os projectos de ocupação da zona do complexo desportivo que levará ao desaparecimento de campos, árvores e espaços, e à construção de um mercado do Continente e espaços de estacionamento para ele.
Publicamos notícias recentes de situações em outros concelhos que confirmam as nossas preocupações.
Nestas notícias é referido que o arquitecto Sidónio Pardal é um inimigo das reservas ecológicas. Recordamos que tem trabalhado para a Câmara de VRSA.
MERCADO MUNICIPAL
O Mercado Municipal está a precisar de se modernizar, de se transformar num lugar vivo, diversificado. Hoje é desconfortável, com muitas bancas vazias, e horário tradicional.
Tem uma situação privilegiada, numa zona central da cidade, de passagem e com facilidade de estacionamento.
Em muitas cidades do país uma nova concepção de mercado está a ser implantada, para além dos produtos tradicionais há a preocupação de valorizar a produção local, com bancas mais atraentes e higiénicas, abertura de lojas, restaurantes, acompanhada de actividades culturais e recreativas, com horários mais prolongados e mesmo nocturnos.
Cremos que o nosso mercado pela dimensão e local valia um investimento que teria retorno compensatório. Seria uma mais valia até para os visitantes do outro lado da fronteira.
Gastou-se tanto dinheiro em projectos que só beneficiaram alguns "pardais" que teria sido melhor aproveitado na requalificação do mercado.
Juntamos algumas fotos de mercados recuperados que exemplificam bem esta nossa sugestão. As eleições estão à porta, ora aqui está algo que esperamos venha a ser proposto nos programas eleitorais partidários, não como demagogia, mas como propósito para valorizar VRSA.
24 janeiro 2017
A AMA está de luto. Faleceu hoje o nosso companheiro Tavares Rombo, um homem bom e decente, um beirão que veio viver a sua reforma para VRSA.
Um homem que se indignou com as constantes ilegalidades que via neste Concelho e que levantou a sua voz denunciando e criticando essa situação.
Nunca voltou a cara e colaborou e assinou vários documentos entregues pela AMA nos tribunais, na PJ, no Ministério Público e em diversos ministérios.
Fez o que a maioria dos vila-realenses não teve coragem para o fazer.
O funeral sairá amanhã dia 25, às 15H, da Morgue para o Cemitério de VRSA.
Merece que o acompanhemos para o derradeiro adeus.
AMA
Adenda : juntamos mais alguns dados biográficos de António Marques Tavares Rombo.
Natural de Vila Velha de Ródão. Na sua juventude foi praticante de atletismo no Benfica.Tinha vários cursos : matemáticas, engenharia electromecânica e economia. Foi activista e dirigente sindical do TUL (quadros técnicos), Quadro da Carris e juiz social para as causas da competência do Tribunal do Trabalho de Lisboa.
A AMA regista e agradece as muitas mensagens de condolências enviadas por cidadãos do Concelho de VRSA.
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